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Talvez seja sempre nós dois

23 novembro 2014




Talvez seja essa nossa situação confortável e descontrolada que me faça pegar a estrada na contramão algumas vezes. Talvez seja essa minha capacidade de te persuadir que te faça voltar correndo pra me abraçar logo em seguida de ser um verdadeiro ogro. Talvez seja o meu perfume que te hipnotize e talvez seja a minha incapacidade de viver longe da tua conchinha que me faça ficar até mesmo quando não devo. Talvez seja tudo que tenho descoberto ao seu lado e você, aprendido comigo, mesmo que você faça o tipo dono da verdade.


Talvez eu te faça ir embora correndo pra ter certeza que é também dessa maneira que vou te ver voltar. Admito que toda vez que isso acontece eu sinto um apertinho no peito, um medo de que você realmente não reapareça de novo no meu olho mágico. Talvez eu seja realmente aquela pessoa esquisita que você não consegue parar de admirar mesmo quando esta cansado e talvez eu tenha aparecido na sua vida na hora errada. Talvez o errado seja a nossa maneira de ser.


Talvez a noite continue virando dia toda vez que eu te encontrar e os mil copos de café por dia pra se manter em pé no outro dia continuem valendo a pena. Talvez você enjoe da minha gargalhada alta e me peça pra sumir. Eu, desobediente, sempre vou te ligar numa hora inesperada, você sabe. E eu sei que você vai me atender com a sua voz de sono e com o seu ego lá em cima, mas vai pedir pra deixar pra lá mais uma vez e tentar. Talvez esse monte de incertezas que nos rodeiam seja o que nos mantenha tão encantados nessa coisa desajeitada que temos tido. Talvez as descobertas não parem por aí, e não terminem nem daqui a 20 anos... mas eu sei, já descobri que você detesta essa minha mania de pensar no futuro.



Talvez seja no meu jeito de rir até da dor que você encontre paz. Talvez seja no teu riso descompensado dos meus medos que eu encontre a coragem. Talvez seja uma mania que a gente tenha e a gente só descobriu agora que tem. Porque descobrir ainda é tudo que eu tenho feito... a cada hora, olhar, sorriso, abraço, e até nas suas seriedades. Me descobrir com você, cedo ou tarde, na hora que der, porque nós somos assim. Vem que eu continuo a te dar paz, mas não me deixa aqui no escuro, no medo, na falta de coragem de encarar esse mundo fajuto que nos colocaram e que só vale a pena porque eu te descobri e me descobri em você.




Ctrl C + Ctrl V: Eu podia

26 junho 2014




Eu podia, você sabe. Podia falar horrores de você e dizer que você me magoou e dizer que doeu e dizer que ninguém devia acreditar nas coisas que você diz. Eu podia contar daquele jantar de quarta em que você abraçou e jurou e  foi quem eu sempre achei que fosse. Pior, eu podia expor quem você foi quando se esqueceu de tudo e enfiou o dedo na ferida, como se tanta coisa tivesse ficado presa e você precisasse magoar qualquer um, qualquer um, pra doer menos aí dentro. Eu podia dizer como você me tratou como qualquer uma.

Eu podia falar mal e apontar os seus defeitos e dizer das mentiras que você conta numa tentativa frustrada de ser logo a pessoa que você queria ser. Eu podia contar daquela vez em que você desviou os olhos e fingiu que não era com você, ainda que você soubesse que era e ainda que soubesse bem da culpa que tinha. Eu podia jogar na cara todas as suas palavras vazias de quem tem muito o que falar – e fala muito – mas no fundo não diz nada além de: eu não tenho ideia do que tô falando. Eu podia falar sobre o tanto que eu apostei em você – e sobre o preço que tô pagando por essa aposta.

Eu podia te contar de como minha mãe ainda pergunta por você e quer sempre saber se você tá bem, se tá com saúde, por que não vem mais aqui em casa. Eu podia revelar que ela sempre me culpa pelo nosso fim, porque é isso o que vocês mais gostam de fazer: achar que quem erra sou sempre eu. Eu podia, realmente, te perdoar por tudo e esquecer qualquer coisa e achar que a gente conseguiria começar tudo de novo. Mas eu sei e você sabe que não é exatamente isso o que você quer.

Eu podia continuar gritando e continuar escrevendo e continuar falando para todo mundo sobre tudo o que aconteceu e me irritando porque você sequer deu a chance da gente tentar consertar. Eu podia continuar mastigando essas dores e remoendo esse passado e me questionando por que a gente acaba magoando e sendo magoado por quem a gente ama. Eu podia espalhar por aí sobre a pessoa horrível que você foi e como todos deveriam se manter afastados.

Eu podia, você sabe. Mas sabe também que o tempo passou e que, com o tempo, um pouco de maturidade é acrescentado à soma. Sabe também que eu não tenho mais saúde, nem tempo, nem disposição, nem energia para ser a menina besta que adorava uma boa briga como eu era até outro dia. Sabe também que eu aprendi algumas coisas ao longo do caminho, inclusive com você.

Por isso, de todas as coisas que eu podia te falar, falo isso: enquanto deu, você foi tudo o que eu achei que era. Enquanto deu, você me aguentou e segurou as pontas e ouviu minhas dúvidas sobre o mundo e o universo e a merda toda que a gente tá fazendo aqui. Enquanto deu, você foi – e de todas as coisas que eu quero lembrar, lembro disso: de todo o amor que você me deu e eu tentei devolver no tempo em que fiquei na sua vida. Porque o resto, o resto é só a vida sendo a vida e os defeitos sendo os nossos defeitos e polos iguais se repelindo. É só isso, sem mais conversas, sem mais reclamações, sem mais nada.


Porque eu podia, te juro, podia. Mas já não posso. Já não dá.



Sobre a autora: Karine Rosa é autora no blog www.karinerosa.com  (VISITEM! Vale a pena!). Jornalista, tem 22 sonhos e um punhado de anos no coração. É uma aspirante à escritora, e eterna crente nas pessoas e no mundo. Dessas pessoas - loucas - que acham que o amor resolve tudo. Tudo.







A Karine, além de ter se tornado uma grande amiga <3, já foi colaboradora do blog e você pode ler outros textos dela aqui! Conheça alguns: 

Para ler "Vai ser sempre você" clique AQUI.

Para ler "Quando reencontrei você" AQUI.

Para ler "O adeus que eu nunca quis dar" AQUI.

Para ler "O seu adeus e o meu pesar" AQUI.

Para ler "Status: relacionamento unilateral com o ex" AQUI.

Para ler "Não finja que nunca aconteceu" AQUI.

Para ler "O dia que você não voltou" AQUI.


Quer me indicar algum texto ou quer participar do próximo Ctrl C + Ctrl V? Me mande um e-mail com o link do seu blog/tumblr para raianeribeirocontato@gmail.com ou deixe aqui nos comentários. Estou ansiosa para conhecer mais sobre vocês! ;)

Pode ir embora

19 junho 2014



Todas as frases, textos e trechos que me diziam para te esquecer nunca fizeram muito sentido. Todas as rezas da minha mãe e súplicas das minhas amigas, sempre foram em vão. Me cansei de bater de frente com o “você precisa virar a página, se quiser começar um novo capítulo”. Tentei a escrita, música e até um novo amor, mas sempre terminei em você. Hoje, depois de tanto tempo vivendo às cegas, tudo parece muito óbvio e claro. Então, te liberto. Pode seguir seu caminho em paz.

Depois de tantas idas e vindas, memorizei o caminho de volta para casa. O beco sombrio da rua 12 não me assusta mais. Logo, não preciso de você para passar por ele. A verdade é que você se afastou demais, sabe? Repentinamente e demasiadamente. Graças a Deus o ser humano tem essa capacidade enorme de adaptação. Se dependesse de mim, levaria anos. Mas acontece que mesmo não querendo, a gente se acostuma. Mesmo não suportando algumas coisas, a gente aprende a lidar. 

Sua ausência se tornou constante. Meu cachorro se acostumou com o canto vazio da cama e nem chora mais quando olha para ele. Acredite, eu também não. Aprendi, entre choros e filmes dramáticos, que o maior drama da vida é se submeter a esse sofrimento louco e doentio por quem nunca mereceu.

Pode seguir seu caminho, vai. Pode pegar a mala onde você escondeu todas as minhas lembranças e jogar bem longe. Ou abandonar em qualquer canto para que algum estranho me encontre perdida por aí. Só sei que não te pertenço mais. Talvez isso tenha acontecido há muito tempo. Digo, você abriu mão de nós antes de eu abrir mão de você. Dizem que a ordem dos fatores não altera o produto, descobri pelo nosso romance que isso só funciona na matemática mesmo. No meu caso, alterou o romance, as atitudes, os sorrisos... Tudo. Me perdoe por ser a última a abandonar o barco. Estou saindo, deixei a casa limpa e vou apagar a luz.

Não vou mais me importar se você não lembrar a data do meu aniversário, nem vou esperar ansiosa pela sua ligação. Não vou mais segurar uma lágrima, nem pedir perdão. Cansei de me culpar por um fim que foi mais seu do que meu. Cansei de sentir a falta de ar tomando conta de mim na busca incansável de te alcançar. Eu cansei de você e de nós e de ser estupidamente idiota quando o assunto é você. Eu cansei de me importar. Pode ir embora, aqui já não é mais o seu lugar.

*Texto inspirado na música Veranizar - Léo Fressato.

Sobre escolhas erradas e amores perdidos

08 junho 2014



De todas as coisas que eu quis para a minha vida, você foi a melhor delas. De todas as pessoas que passaram por mim, você foi o que mais marcou. De todas as imensuráveis entregas, de todos os porres, de todos os porquês, você foi a justificativa mais sensata e óbvia que eu escolhi como resposta. Esse texto é para te dizer que ainda sinto um vazio no peito e tristeza quando penso nas escolhas erradas que fizemos. Esse texto é para te mostrar que por mais que você me veja feliz, realizada e com outra pessoa, ainda sinto ódio da nossa burrice e cegueira sentimental que não nos permitiu enxergar o que perderíamos.

Dizem que com o tempo melhora, mas a cada batida do relógio, eu te vejo mais distante. Indo. Seguindo. Me deixando aqui como se não fosse digna desse sentimento e culpada pelo nosso fim (tem como ter um fim, sem ter ao menos um começo?). Você é tolo demais. Eu largaria tudo por você. Quebraria corações, barreiras, pularia os parágrafos e iria direto para nosso final feliz. Reinventaria um, se preciso fosse. Me atiraria em você sem medir meus abraços, sem calcular minhas palavras e, sem medo, eu poderia ser – finalmente – sua. Mas enquanto isso você fica aí culpando o destino, a má sorte, os deuses, as circunstâncias, as distâncias. Fica aí me perdendo ao invés de lutar. Continua aumentando nossos quilômetros ao invés de pegar o carro e vir até mim.

Eu te observo de longe e enquanto isso vou seguindo até onde der. Não prometo te esperar até o fim da vida, mas garanto que seu espaço ainda tá guardadinho aqui, você sabe que não supero tão rápido assim. Você sabe que o arrepio e o coração acelerado não são sintomas de amores passageiros. Você sabe que o beijo, o cheiro e as coisas que nos marcaram tanto não foram em vão. Nem que eu quisesse eu te esqueceria. Só não fique aí parado por muito tempo, não. Não continue apostando nas pessoas erradas enquanto sua felicidade certa já está garantida e (ainda) tão próxima de você.

Não aposte tanto nessas pessoas que você talvez até mereça, mas nunca quis. Você perdeu sua melhor chance com essas escolhas erradas, instintivas e impulsivas demais. Está na hora de fazer alguma coisa certa e garantir nossa felicidade. Sou sua demais para querer minha felicidade sozinha. Prefiro você aqui, mas não posso mais implorar amor. Não mais. Sou tão sua, mas sinto que ainda posso ser muito minha. Só te peço para que, se você ainda sente algo tão intensamente quanto eu, não me deixe ter essa certeza. Volte antes do seu prazo acabar.

Eu soube

03 junho 2014





Foram quatro horas de sono apenas, sonhei 3 horas e 45 minutos com você. Sabe porque eu só dormi 4 horas? As outras 3 que me eram disponíveis foram de insônia e algumas lágrimas, até meu corpo implorar por descanso. E olha só, minha cabeça me pregou uma peça me fazendo estar contigo até na minha suposta hora de descanso. Sabe o pior? Estávamos felizes enquanto sonhava, sorríamos e era algo muito parecido com o que vivemos. As lembranças me acertaram com um soco no rosto, me fazendo levantar sem ânimo.

Eu tentei com todas as minhas forças, você e o mundo inteiro sabem disso. Eu sinto doer todos os dias, sinto uma dor que você parece ser incapaz de sentir. Sabe o porquê disso também? Eu me importo. Devia me importar bem menos, mas me importo e não dá para controlar isso. Eu desisti de me fazer desistir sabe? Parece que suga mais minhas energias, como sugou quando seus olhos encontraram os meus e eu vi que só eu estava em pedaços.

Eu soube antes de você. Eu soube duas semanas antes da nossa conversa bagunçada fazer meu coração assinar forçadamente os papéis do desapego. Eu soube quando você me deu um beijo na testa e foi embora naquela manhã ensolarada de domingo. Eu soube quando sentei no chão do quarto desesperada, nocauteada com a certeza que eu havia me apaixonado e aquilo não terminaria bem. Foi ai que eu soube, bem antes de você, o fim de tudo. O fim de algo que eu tentei construir com tanta calma, o fim de bases que eu achei que fossem tão sólidas.
Mas eu fingi que não havia descoberto, eu queria ter me enganado.

Ainda lembro claramente dos teus olhos nos meus, dizendo que se eu falasse algumas palavras você moveria o mundo. É, talvez eu devesse ter tido para você ficar.

Melhor ainda, talvez você devesse querer ficar. Mas isso já é outra história, que outro dia podemos conversar, agora se trata da dor de ir e não ter uma posição para ficar ou saber se vai voltar. Ainda dói, mas vai passar. Vai passar e eu vou ser feliz, com ou sem você. Cada dor que me fez sentir e cada hora de sono que foi perdida está guardada dentro de uma caixinha que produz energia para outra que se chama esperança. E não é em você não, nem em nós, é em mim e em tudo que eu sou capaz de suportar. 


Eu levei mais uma porrada e elevei mais ainda a eficiência da minha armadura. Você me fez sentir tantas coisas boas e agora finalizando com a dor é o fim de tudo e um renascer meu.

E sem dúvidas a única pessoa de escolhas erradas nessa história, é você.


Sobre a autora: Aline Madera, mais uma radialista criativa em formação. 18 anos, apaixonada pela faculdade de Rádio, Televisão e Internet, só encontrou uma válvula de escape: escrever.Talvez tenha nascido com o dom de jogar bem as palavras em uma folha de papel, talvez seja súbita inspiração, só lendo para descobrir.




A Aline agora é colaboradora aqui do blog (uhul!). Sigam ela no Instagram, no Twitter e conheça o Tumblr dela! 

Ame mais e sem medidas

31 maio 2014



Quantas pessoas você já perdeu em sua vida? Minha pergunta é bem genérica porque não se trata de momentos específicos, e sim sobre perdas. Um dia desses minha amiga me perguntou se eu sentia falta do meu avô. A única coisa que eu conseguia pensar era: como não sentir? Ele acompanhou meu crescimento, fez um papel de pai insubstituível (porque perdi o meu aos 8 anos de idade) e faleceu quando eu tinha acabado de fazer 19 anos. Ele era forte, saudável e enxuto aos 87 quando me deixou. Acho que justamente por isso foi um baque de cair o queixo, a estima e a vontade de qualquer coisa. O que me entristece mesmo é que essas coisas acontecem quando a gente não está esperando, entende? Eu havia começado 
em meu primeiro emprego de verdade quando ele adoeceu. E, justamente por se tratar do primeiro emprego, por mais que eu quisesse, eu não podia simplesmente abandonar tudo e ficar com ele para sempre. E é nessa deixa que minha consciência pesa tanto.

Eu queria que Deus mandasse um sinalzinho dizendo: “ei, hora de se despedir!”, e talvez assim eu não sentisse um aperto tão grande ao me lembrar das pessoas que se foram sem ter aquela despedida que fizeram por merecer a vida toda. Sem ter aquele carinho absurdo que deram sem esperar reciprocidade alguma. Se eu soubesse que seria a última vez, teria permanecido quieta no quarto, segurando a mão dele e dizendo palavras confortáveis e bonitas. Se eu soubesse que maus tempos estavam chegando, teria largado o emprego e passaria tardes inteiras assistindo a Vale a Pena Ver de Novo ou Sessões da Tarde sem qualquer pesar por ficar sem grana no final do mês. Eu passaria mais dias e tardes e noites ouvindo suas histórias. Mas você sabe, na vida nada é tão perfeito, nem tão justo.

Atualmente tenho 21 anos, não tenho avós, nem pai e muitos tios já se foram. Não estou dizendo isso para atrair a piedade de ninguém, é apenas um apelo para que você acorde: a vida passa, e passa depressa demais! Tire um dia de folga e aproveite sua família como se fosse seu último dia com ela. Ou talvez você nem precise de folga, só precisa mudar um pouco seus hábitos. Ao invés de ficar trancado no quarto ouvindo música ou bisbilhotando a vida alheia em redes sociais, se dê a liberdade de rir com coisas bobas na mesa do jantar. Troque suas grosserias por gentilizas. Não há felicidade, nem momento, nem dinheiro no mundo que compre uma tarde em um lar que transborde amor pela presença de pessoas queridas.

A vida não te dá a chance de se despedir, nem de compensar o tempo perdido. E quando a gente vê, já foi. Por isso deixe seu orgulho de lado e aproveite seus momentos tão especiais e únicos. “Dê valor as pessoas enquanto elas estão por perto, pois saudade não será motivo para que elas voltem.” E o aperto que fica no peito, dificilmente sara. Então abrace, beije, ame e aproveite as pessoas com quem você se importa de verdade. 

Não há, no mundo, orgulho que substitua a leveza de um ‘eu te amo’ ou um ‘eu me importo com você’ dito sem restrições.

Eu voltei

18 maio 2014



“Eu não sei como vim parar aqui”, é um ótimo jeito de começar meu pedido de desculpas e fazer com que você ao menos tente me entender. Estou parada, em frente sua porta, sem saber se a escancaro logo de uma vez ou se te dou a chance de digerir meu retorno. Eu voltei. E estou aqui, com a bandeira branca na mão, coração aberto e olhos marejados. Estou preparada para te contar sobre as minhas experiências e detalhes das pessoas que conheci depois de você. Quero te explicar os motivos e porquês de eu realmente precisar partir. O que aconteceu é que se eu ficasse, nos destruiríamos, entende? Se eu explicasse assim, só com palavras, você não entenderia. Se eu permanecesse, logo você iria embora. Porque eu precisei de muito tempo para me aceitar e aprender a viver a dois sem deixar que a outra pessoa fosse sozinha. E justamente por isso te dei este tempo também.

Fui para bem longe e desatei nossos nós porque precisava que você se desligasse por completo de mim. Eu precisava de tempo e deduzi que você precisaria também. E fui. Caminhei para longe. Conheci pessoas novas. Estudei em lugares diferentes. Bebi drinks que nunca tinha experimentado e não me preenchi em nada muito novo. Sabe quando você está no lugar ideal, com música boa e pessoas bacanas, mas sente bem lá no fundinho que tá faltando algo? E estava. Estava faltando a pessoa que ria das mesmas coisas que eu, sem que eu precisasse dizer nada. Estava faltando as mãos entrelaçadas debaixo da mesa e o carinho natural no cabelo. Estava faltando a metade do meu sorriso que eu deixei em um lugar bem longe por achar que não o merecia, e exatamente por isso, eu me encontrava incompleta.


Virei metade para perceber que eu era tão inteira com você. Não é necessidade, obsessão ou qualquer outra coisa parecida. É vontade, entende? Eu te olho e me bate o desejo de ser sua para sempre. Eu te beijo e me vejo preparando a mesa do nosso jantar, alimentando nosso cachorro e usando aliança na mão esquerda. Eu preciso de você justamente por não precisar. E é nessa loucura toda que eu te peço: volta? Passa a borracha nisso tudo e vamos seguir em frente. Talvez ainda fique aquela marca, uma magoazinha ou algo do tipo, mas se precisar, a gente rasga a folha ao invés de virá-la. 

Começamos um livro novo ou mudamos nosso gênero de drama para romance. A gente muda a rota, a rotina e reinventa o riso que era tão presente. Eu precisei ir para longe para ver que o ciclo da minha felicidade termina em você. Eu fui para me preencher e voltei vazia de amor e tão cheia de você. Cheia da sua saudade, do seu perfume, da sua personalidade e de tudo o que te compõe. Eu voltei porque muito do que eu quero está aqui, do outro lado da porta. Eu voltei. E preciso urgentemente saber sobre você: fica ou volta?

Digite aqui sua saudade

07 maio 2014



Chego em casa, abro o e-mail. Nada. Olho o celular, sem bateria. Tá. Agora tem 0,0000000000001% de chances de você ter me ligado ou mandado sms ou feito um sinal de fumaça, vai saber. Espero que você tenha esquecido o que eu disse ontem porque eu estava terrivelmente embriagada e absurdamente sozinha. Ou solitária, como preferir. Acontece que todas as vezes que toca um blues qualquer eu me lembro de você. Lembro que você me dizia que John Mayer era péssimo e eu deveria refinar meu gosto musical. Mas, e daí? Você nunca entendeu nada de música mesmo. Então tudo bem falar mal do meu cantor preferido, eu entendo.


Eu entendia sua mania de solidão. Entendia você preferir cachorro ao invés de gato e acreditar em vida após a morte, em estrela cadente e mentir que meu bolo era bom. Eu entendia seu ciúme, que de tanto proteger, feria. E sempre me culpei pelo nosso fim por nunca estar pronta para alguém. Ou para me encarar de frente e assumir que meu coração ainda bate. Intensamente. Ininterruptamente. Mas tudo bem, essa parte você entendia. E muito bem. Das poucas vezes que você concordou comigo, dessa você deixava bem claro: “eu fiz tudo por nós, você abandonou o barco”. Ok. Se não fosse o melodrama que envolve seu modo novela mexicana de viver, talvez dessemos certo. Ou não, porque nem eu me aturo às vezes.



A verdade é que me pegar sozinha me faz querer ter você. Porque aí me lembro que você dizia que viver sozinho é aceitável, mas ser solitário a vida toda é sofrimento demais. Eu, que nunca concordei com seus devaneios, sou obrigada a dizer que sim. É triste. E dói. Mas em todas as vezes que senti dor, eu fugi. Não vou correr atrás de um amor mal curado. Não vou me submeter à vontade passageira que tenta controlar minhas razões. Talvez essa seja a hora de pular de cabeça em você, mas tô aqui procurando um lugar que dê pra pôr o pé porque me afogar e morrer de amor é demais pra mim. Então que fique clara e registrada minha saudade i-m-e-n-s-a de você. Mas que por motivo de força maior, vai morrer aqui. À míngua. Não me leve a mal, é que pra não morrer, eu tive que matá-la. E espero que você me entenda, como sempre fez.



Texto publicado no blog da Isabela Freitas no dia 21/08/2013.

Hora de partir

31 março 2014

 

Minha dúvida neste momento era saber se ligava ou não para marcar nosso último encontro. Você sabe, sempre levo tempo demais para decidir sobre qualquer coisa em minha vida. Mas aqui estou, numa espécie de súplica para que você não deixe de ir. Não se abstenha da obrigação de me dizer adeus dignamente. Talvez eu demore, mas cumprirei meu papel com força e a sanidade que ainda me resta. Ou não. E se você perceber que meu carro não vem pela avenida, retome seu caminho que só vai adiante e não olhe para trás. Me espere uma hora, mas não mais que duas. Você não tem mais a amarga obrigação de esperar qualquer coisa de mim.

A verdade é que eu me cansei. Estou cheia, farta e saciada dessa nossa relação sem nexo algum. Não dá para viver em um relacionamento que só leva a gente para baixo, sabe? Não dá para aceitar uma relação que ao invés de acrescentar, aprisiona. Não dá para aceitar – não mais – esses silêncios intermináveis e a falta de um “eu te amo” verdadeiro. Você nem precisaria dizer, apenas mostrar, demonstrar e viver essas três palavrinhas. Mas ambos sabemos que eu ando fazendo isso tudo por nós e você assistindo a tudo de camarote.

A gente sabe que acabou quando percebe que ficar de joelhos não muda o estado da porta, que continua aberta anunciando uma partida. Dizer que vai ser diferente não altera sentimento algum. Lágrimas não libertam comoção. E o amor é mais que isso, entende? É bem mais que qualquer busca pelo inevitável. É bem mais que conversas e discussões que não chegam a lugar nenhum.
Eu estou farta. E eu vejo que portas batidas, gritos e climas fúnebres pelo o que está prestes a morrer de vez não recuperam sentimentos antigos. A gente precisa aprender a deixar as coisas irem. E mais que isso, eu precisava aprender a hora certa de abrir mão da gente, antes que nos destruíssemos de vez. A nossa hora de partir chegou.

Estou levando nossas boas lembranças na mala e deixando as minhas com você neste momento. Estou deixando você ir adiante. Talvez você sinta tristeza, agonia e pense que não sabe viver sem mim, mas acredite, você sabe. A gente acredita que ama muito mais uma pessoa depois que ela vai embora. E isso não é amor, querido. Entende onde quero chegar? Chegamos ao nosso limite. É uma pena que ainda não tenham inventado remédio para exaustão de amores.

Sobre o fim do amor

29 janeiro 2014



Quanto tempo demora até que o amor passe? A gente abre a roda, dá caminho, empurra, faz biquinho e nada faz com que ele siga em frente. O fim do amor é mais trágico que o final de qualquer relacionamento. Como encarar esse novo estranho que permaneceu tanto tempo nos capítulos da nossa vida? Como sentir o toque da mão e não estremecer? Como receber uma sms e não sentir o estômago revirar? O fim do amor, além de triste, é sem graça. Aliás, cadê o riso?


O fim do amor é fazer juras de que nunca mais voltará atrás. E diferente das outras vezes não se contradizer. É separar as roupas, os objetos, os lugares preferidos e os amigos. É deitar sozinho sem ter em quem pensar e chorar em uma madrugada qualquer. Sentir o fim do amor é ter saudade. Ou não, salvo exceções. Vivenciar o fim do amor é se sentir cansada, desgastada e sorrir para que ninguém desconfie. O fim do amor é onde começa a arte do teatro. Assista comédia romântica, leia auto-ajuda, sorria amarelo e coma chocolate por ansiedade. É assim que deve ser, certo?


Se nada disso funcionar, experimente viver de verdade. Olhar para trás não vai te levar ao caminho certo. Entende aonde quero chegar? Se perder um amor, por favor, não se perca. Aproveite a oportunidade para se encontrar de verdade. Conheça pessoas que levam a vida de um modo diferente do seu, aprenda uma nova língua, descubra gostos que você nem sabia que tinha, que tal? O fim do amor é triste e na maior parte das vezes dá uma baita vontade de passar os próximos 30 dias chorando. Mas qual o propósito disso?


Você sabe que vai passar. Uma hora vai. Então, por que cargas d'água você não começa o processo de cura a partir de agora?


*Texto publicado no blog Verdade Feminina no dia 05/12/13.

No momento certo

27 janeiro 2014



Tenho que admitir, coisa que não faço com muita frequência, que estive errada sobre você. Quando te conheci, achei que desistiria de mim numa briga qualquer. Num dia ensolarado ou noite chuvosa. Achei que abriria mão logo na primeira prova de resistência ou com a minha falta de paciência. Eu estive errada todo esse tempo porque me julguei boa demais para você. Quando tudo o que você fez foi me mostrar o contrário. Eu não quero viver uma mentira como das outras vezes, entende? Não quero que você seja como todos os outros a quem enganei. Não quero te dar o que eu não tenho, nem te fazer acreditar no que eu não sinto.

Seria de uma covardia sem tamanho se eu te levasse até a minha casa e te embebedasse com meus vinhos, histórias, desafetos e carências. Seria muito aceitar o fardo de te tratar como nada logo após. Eu não aceitaria conviver com a dor de te abraçar, sentir seu cheiro e todo o carinho envolvente e não poder retribuir. Não quero forçar sentimento. Não quero ensaiar falas e fazer parte de uma peça de teatro ao invés de estrear num romance verdadeiramente bonito. Porque o amor de verdade vai muito além disso. É tudo natural. É tanta paz. É leve.

E a forma como tenho vivido só me leva para baixo. Não dá para ser feliz aceitando uma vida tão solitária. Para mim, não é justo te incluir nisso. Te fazer engolir goela abaixo meu jeito infeliz de levar a vida. Não quero ser como todo mundo. Não quero expor a minha dor para despertar a piedade alheia. Quero ficar quietinha. Quero me afastar de tudo e de todos como um bicho ferido, para me recompor sozinha. Não dá para ser feliz agora. Não dá para ser feliz nesse momento tão frágil e tão “in” em que vivo. Estou aprisionada em mim mesma para ver se dentro desse casulo alguma coisa vira borboleta.

Não me queira tanto por enquanto. Não me procure em todos os cantos. Não espere que eu te dê o que eu não tenho, nem que te faça sentir o que nem eu sinto. Sinta minha falta mesmo eu não merecendo nem uma parte dela. Eu vou amadurecer. Eu estou vivendo esse processo e é tudo muito novo para mim. Eu me despedacei em mil fragmentos para me tornar inteiramente sua. E em nosso tempo, ambos seremos sem sacrifício algum. Tenho em mente que amor que tem que ser, será onde quer que esteja. E no momento certo, ao invés de te guardar de mim, te levarei comigo.

Vai ser sempre você

20 janeiro 2014



Se não fosse pedir muito, eu pediria a Deus e aos céus para que fosse possível voltar no tempo. Uma vezinha. Uma chancezinha qualquer e eu mudaria tudo. Voltaria no dia em que você apareceu e ao invés de “não”, eu gritaria um estrondoso sim. Deixaria de ser livre, leve e desatenta demais. Distraída que só, não te dei muita atenção, nem meu coração, muito menos te deixei ver a importância que você tinha em minha vida. Você veio e me cuidou, me amou, delirou e esqueceu teus sonhos para me fazer sonhar. Largou tudo por uma imbecil sem qualquer sentimentalismo que jamais retribuíra teu esforço sem medidas. Hoje eu sei, depois de tanto tempo, como é carregar o peso de um arrependimento.

A tua urgência em sentir era tanta que meu medo da entrega se sobrepôs. E eu fui levando, tentando, me esforçando e escondendo a ânsia de partir. Era muito, entende? Era demais. Amor em excesso. Cobranças sem medidas. Era você tentando derrubar o muro que construí em volta do meu coração durante anos e eu do outro lado, com um exército inteiro lutando contra. Virou guerra. Deixou de ser carinho e sobrou você tentando entrar de vez em minha vida, ficar para sempre, virar um futuro que nenhuma cartomante conseguia ler. Era só você lutando por nós dois.

E quando parei para observar de verdade, você havia se tornado um soldado ferido demais para permanecer em campo. Aí eu quis te cuidar. Te curar. Te amar. Foi quando te vi enfaixar os ferimentos que, provavelmente, deixariam sinais da guerra por todo o seu corpo e se retirar. Sem olhar para trás, você foi em frente e enfrentou de todos os jeitos possíveis os fantasmas que usei para te fazer mudar de ideia. Você foi e levou consigo todas as últimas chances que restaram e todo o amor que havia aqui.

Se alguém lá em cima me deixasse fazer um único pedido antes de partir, seria você. Seria você para sempre e mais um pouco. Eu pediria para que abrissem seus olhos e você enxergasse o quanto eu mudei. E o quanto você ainda faz parte disso tudo. Eu torceria para que você voltasse atrás e tapasse esse vazio que ficou depois que você se foi. Eu intercederia por mais uma chance. Eu lutaria. Eu sangraria. Eu faria por você aquilo que você sempre fez por mim. Eu te amaria incansavelmente e sem medidas. Eu deixaria de lado tudo o que fiz no passado para te compensar no presente. Porque é você e sempre vai ser. Independente do meu pedido ser atendido ou não, ainda é você.

Você vai lembrar de mim

13 janeiro 2014


Quando seu despertador tocar amanhã de manhã, talvez você perceba mais que depressa como seu pretérito imperfeito chegou cedo demais. Já não estarei mais aqui para ocupar o outro lado da cama, nem para dar credibilidade ao seu drama, muito menos para dar continuidade a essa ideia ilusória de relacionamento a dois. Verdade seja dita: eu cansei de você. E cansei das suas mentiras, do seu ciúme que mais parece uma busca incessante por motivos para brigar, cansei da sua indiferença em horas erradas e de tudo o que compõe essa sinfonia totalmente fora de ritmo. Cansei de tudo o que envolve seu nome ou o que restou do nosso amor. E só me dei conta disso quando vi meu sentimento mais puro e sincero se transformando em uma solidão inteiramente infinita. Minha alegria se transformando em choro e minha confiança se resumindo a investigações virtuais. 

Nesse tempo percebi que andava inventando desculpas demais pros seus erros. E não há amor que resista se alimentando de veneno. Eu fui e você ficou. Eu fui e levei comigo todas as minhas inseguranças que tanto te incomodavam. Levei meu abraço e coração e que te pertenceram por tanto tempo. Levei meu sorriso e a covinha que aparecia com ele, as rugas e as olheiras que esse amor mal acabado desenhou em mim. 

Talvez quando você acordar nem se dê conta de que eu parti, já que estamos tão distantes ultimamente. Talvez me substitua sem dó, piedade, nem luto por esse sentimento que dividimos ao longo desses anos. Em um dia qualquer você vai perceber que amor de verdade não se encontra nos cantos sujos em que você tanto se esconde. Nem com mulheres vazias, cansadas e desiludidas com as quais você se diverte. Aí sim, nesse exato momento, você vai lembrar de mim. E vai se tocar de que o brilho nos olhos e a pupila dilatada pela pessoa certa não há madrugada de diversão que compense.

E então você vai repassar os flashes em sua cabeça e lembrar que seu final feliz estava bem próximo da felicidade que eu te proporcionava. Quando você perceber que a superficialidade e o amor verdadeiro seguem por estradas completamente diferentes, você vai lembrar de mim.

Aí sim, nesse exato momento eu estarei bem longe. Vivendo a minha vida e, provavelmente, sendo feliz de verdade.

8 tipos de caras que você deve esquecer/fugir/sumir

12 janeiro 2014



Existem certos tipos de homens que só aparecem em nosso caminho para nos enrolar / frustrar / fazer sofrer / brincar / etc, vai dizer que não? Duvido muito que você nunca tenha se envolvido com o cara errado. E não, não estou falando daquele errado legal de conhecer e que eu tanto cito nos meus textos. Me refiro a aquele errado que nos faz mais mal do que bem. Se nós soubéssemos identificar de cara esses tipinhos, com certeza teríamos um índice bem menor de corações partidos e expectativas frustradas. Pois bem, pode ficar feliz porque tem como identificar sim! Não dá pra seguir uma única forma de vida sem deixar vestígios, certo? Vamos aos 8 tipos de caras (mais famosos) que você deve simplesmente esquecer/fugir:

1 - O indeciso

O cara indeciso é aquele que não quer ficar sozinho, mas também não quer ficar só com você. Ele banca o "não estou pronto / não quero relacionamento sério", mas não larga do seu pé (principalmente se você estiver partindo para outra). Para ficar com um cara desses, você terá que se impor. E convenhamos, ninguém merece, né? Não perca seu tempo. É melhor apostar em um relacionamento onde os dois queiram o mesmo. Ou pelo menos façam questão dos sentimentos um do outro.

2 - O enrolado

Esse provavelmente é aquele cara que namora e te liga de madrugada dizendo que te ama. É o tipinho que faz juras de amor, pedidos de casamento, entre outras coisas e se esquece de terminar com a namorada primeiro. Pode até ser que ele termine algum dia, ALGUM DIA, coisa que duvido muito que aconteça. Mas bom, se você não quer ser eternamente a outra, dê logo um jeito de fugir dele. Porque acredite, há grandes chances de ser só conversinha furada. 

3 - Aquele cheio de amiguinhas

Se você for ciumenta, isso se tornará um pesadelo infinito em sua vida. Claro que não é preciso aprisionar o cara e fazer com que ele nunca mais dirija a palavra a nenhuma mulher, ok? Mas é que sinceramente, algumas meninas simplesmente não têm o mínimo de desconfiômetro. Você tá com o cara, ela liga pra contar coisas da vida dela. Você tá no telefone com ele, ela na chamada em espera. Os dois são cheios de mi-mi-mi, intimidades, sms e ele acaba te deixando um pouco de lado. Amizade é amizade, falta de vergonha na cara é outra coisa. Tenho amigo homem e sei muito bem os limites que não devo ultrapassar. Não aceitaria e não aceito MESMO. Porque sempre acreditei que onde há fumaça, há fogo. E se tiver fogo, minha querida, eu queimo a cara dos dois. (hihihi, brincadeirinha).



4 - O trauma boy

O cara sofreu tanto no passado que não se cansa de contar as mesmas antigas histórias para você. Ele foi tão bom com a antiga namorada e ela estraçalhou seu coração. (own, tadinho).Você provavelmente vai ter que lutar muito para conquistar a confiança dele, já que seu passado foi tão perturbador que ele não consegue se entregar a ninguém. Mas, ai meu Deus, haja paciência...

5 - O cara da segunda-feira

Ele aparece toda segunda no mesmo horário e some nos finais de semana da mesma forma? Vocês passam uma linda e romântica semana juntos, mas de quinta-feira em diante é impossível encontrá-lo. Pois bem, minha amiga, isso dificilmente mudará (se você resolver aceitar, é claro). E é bem provável que ele te deixe mofando em casa para ir a balada com os amigos.

6 - O sem objetivos

O cara vai dormir as 5 da manhã todos os dias porque ficou no video game, acorda as 16:00, fica o resto da tarde no computador e baladas frequentes. Ele não estuda, não trabalha e suas únicas especialidades são comer, dormir, beber e jogar. Isso provavelmente não mudará por um bom tempo e duvido muito que a mesada dos pais dele seja o suficiente para que ele faça uma gracinha qualquer e te pague um jantar um dia. Tem certeza que vai querer apostar suas fichas num cara assim?

7 -  O mulherengo

Esse tipo não é difícil identificar porque, se você deixar, ele dá piscadinha até para sua mãe. Esse cara não perdoa ninguém e é quase (para não dizer totalmente) impossível mudá-lo. Ele não tem o menor respeito pela pessoa que está ao seu lado e acaba traindo de qualquer maneira. Já vi caras que dizem amar suas namoradas, fazem de tudo por elas, mas simplesmente não conseguem não trair. Então, se você estiver afim de um relacionamento aberto tudo bem. Caso contrário, desencane. Esse cara só vai te dar dor de cabeça. Literalmente.

8 - Booty Call

É aquele que só aparece no final da noite. Normalmente ele vem com alguma desculpinha esfarrapada e acaba nos levando na conversinha fiada. E acredite, há quem realmente goste deste tipo. Mas cuidado, deixe a diversão na diversão. Se você levar um booty call a sério, provavelmente sempre será a última opção. E acho que disso ninguém gosta, né?


Claro que, como eu sempre digo, nem tudo é tão 8 ou 80 assim. Mas vale a pena tomar um cuidado maior e investir com cautela na maior parte dos casos. Estes tipos estão por todas as partes e mascarados de todos os jeitos. Vá com calma e conhecendo seu parceiro aos poucos. Tem homem que não vale a pena, nem o sofrimento que causa. 

É preferível mil vezes uma mulher sozinha, do que vê-la aceitar defeitos quase insuportáveis e terminar se sentindo desvalorizada.

Reencontro

07 janeiro 2014




Pode ser que quando eu te reencontre daqui um, dois ou dez anos, você ainda seja o mesmo irresponsável de riso fácil. Talvez ainda seja apaixonado por coisas que fogem ao natural e tenha aquela melhor amiga que esconde um grande amor por você. Há uma grande possibilidade de, até lá, você já ter superado o nosso fim e ter aprendido a agir normalmente a respeito disso. Bem, talvez eu não. Não porque você foi o meu primeiro amor, talvez o único que eu tenha amado e desejado de verdade. Talvez não, porque eu contei todas as linhas do seu corpo e me descobri em cada uma delas. Não, porque por muito tempo foi só você para mim e me desprender dessa ânsia de você me soa quase impossível. Não, porque antes mesmo de te reencontrar eu me flagro relembrando o passado e pensando nas inúmeras formas, jeitos e trejeitos que tínhamos para dar certo.


Quando eu te reencontrar prometo (tentar) agir naturalmente. Se você piscar, piscarei de volta. Se você sorrir, sorrirei de volta. Se você se mostrar bem mais feliz sem mim, te farei crer que assim estou também. E, caso você venha em minha direção para saber como estou, engolirei meu mundo de fantasias e sentimentos para me focar no meu teatro e agir normalmente. Enquanto você me conta as novidades, vou sorrindo e esmagando meu coração e digerindo sua felicidade e acidificando as borboletas no estômago para que assim, eu consiga responder à sua altura: "Continuo com minha vida, estou feliz, preciso ir". Sem muito auê seguirei a minha vida. Retomarei minha rotina e você não me assombrará mais.


Não fantasiarei nenhum final para quando eu te reencontrar. Apenas vou torcer para que tudo dê tudo certo tanto para mim quanto para você. E se esse reencontro não acontecer, acompanharei de longe suas vitórias e aplaudirei em silêncio cada uma delas. Gostaria que você soubesse que eu descobri o que é amor quando me vi te amando dessa forma: quietinha, de longe, renunciando ao escândalo da paixão. Descobri que te amava mais do que eu imaginava quando me afastei para te ver feliz. Não me maltratei para te ver bem, nem quis que você forçasse felicidade ao meu lado: tudo aconteceu naturalmente.


Quando nosso reencontro acontecer, talvez entre beijos, abraços e novidades a gente perceba o quanto nos fizemos bem ao tomarmos decisões sensatas. Talvez, nesse instante, a gente não precise forçar nada, estaremos bem e felizes. Viveremos a forma mais linda de amor: conscientes do nosso passado, indiferentes a mágoas, nada de ensaios, nem de falsa alegria. Assim como o destino planejou.

Acabou

13 dezembro 2013



Acordar e ter a certeza de que tudo terminou ainda parece um pesadelo. Eu não imaginei que houvesse um jeito de desistir de nós. Não cogitei a possibilidade de viver num mundo que você não habitasse. Você se fez tão presente nos meus dias, que sinto você em meus poros. E todas as vezes em que tentei te arrancar de mim, é como se um pedaço meu fosse junto. Nunca imaginei que olhar nossa cama me tiraria o sono. Nem que tomar café da manhã sem sua ladainha e reclamações de como o mundo vai mal, me tiraria a fome. Verdade seja dita, nunca me imaginei sem você.


Recentemente me perguntaram como vai a minha vida. Eu, mais uma vez, disse que tudo corria bem e sem grandes novidades. Ninguém merece carregar o peso do meu pseudo-sofrimento. E quando me perguntam de você, digo que se foi, que está bem, que sumiu, se mudou, se casou ou sabe se lá qual desculpa esfarrapada arrumarei na hora. Não gosto de expor a minha dor, porque não quero ser o motivo da pena de ninguém. Nem eu sei dizer muito bem o que ando sentindo ultimamente. Não sei se é amor, revolta, ódio, indignação ou carência. Mas é que sei lá, num belo dia você resolveu desistir de nós e eu simplesmente não esperava por isso. Não esperava descobrir tão cedo que o sentimento que dividimos se acabaria antes de virar eterno.


A raiva já passou, admito. O que me entristece é não saber o que fazer com o que ficou. Não sei se me desfaço das suas coisas ou se preparo um café e te espero voltar. Não sei se vou a uma festa ou bater à sua porta pedindo explicações para essas suas atitudes desconcertantes. Não sei se me jogo de cabeça em minhas emoções reprimidas ou aceito o xeque-mate e parto logo para outra.


Mas você sabe, a vida não é bem assim. Nada é tão 8 ou 80, nem tudo é tão drástico quanto parece. Eu sei onde e como você está. Você sabe bem onde e como eu estou. Ambos temos o endereço, telefone, e-mail ou qualquer outra forma de comunicação um do outro. Logo, não há tantas desculpas ilusórias que justifiquem você não voltar.


Então, está decidido: não vou mais lutar sozinha por amores perdidos. Cansei de remar, afundar e tentar virar o barco de novo. Cansei de ser só uma em um relacionamento de duas pessoas. Cansei de buscar motivos no fundo da memória para te procurar. Minha mente está tranquila e meu coração também. Se quiser travar uma luta onde nós dois vamos lutar por um objetivo, pois bem, você sabe onde me encontrar. Do contrário, esqueça e deixe pra lá.


Um final qualquer não mata. E a gente aprende mais uma lição.

Tentativas

27 outubro 2013

Tento te esquecer, tento te arrancar de mim a qualquer custo, tento não pensar, tento não lembrar, tento não vincular você a cada movimento meu. Acordo tentando, levo o dia tentando, respiro tentando e durmo tentando não sentir, não te querer, não te desejar.

Mas você é insistente, por mais que eu consuma todas as minhas forças e concentrações, você tá presente em mim, tá presente nos meus atos, nos meus métodos, nos meus sonhos.

Cada dia é mais difícil te tirar de mim, um enorme buraco se forma e aumenta a cada minuto sem você. Saber que você não vai voltar, não vai me ligar dando boa noite, não vai brigar comigo por ficar na net até tarde ou por não comer direito, não vai mais querer saber como foi meu dia, isso tudo dói, isso tudo me tira a vontade de acordar no outro dia.



Você foi a melhor coisa que me aconteceu. Em meio aos meus erros, você talvez tenha sido o único acerto, a minha única vontade de acertar. Nunca me importei em fazer o errado, em ser sempre a errada da história, sempre assumi esses erros e suas responsabilidades. Mas por você eu quis acertar, eu quis ser melhor, eu quis me mudar e seguir um caminho diferente.

Não me conformo com a teoria de você ter entrado na minha vida só para acertá-la, só para me mostrar o caminho a seguir. Quero seguir o melhor caminho com o meu melhor, com você, quero você comigo na hora de desfrutar dos meus acertos.

Não quero um pai para me buscar bêbada numa balada qualquer, não quero alguém para me tirar de confusões, não quero alguém que só sirva para ligar quando estou na pior. Quero alguém que compartilhe comigo os momentos bons e ruins, afinal não sou a “garota problema” que só se mete em confusão e traz coisas ruins.


Sei que posso te fazer feliz, que podemos trocar conhecimentos e experiências, que temos um futuro diferente do que muitos pensam. Mas enquanto você não se dá a chance de tentar ser feliz, eu vou tentando a cada segundo que respiro te tirar de mim.




 
Sobre a autora: Letícia Pinho, publicitária em formação que se encontrou de corpo e alma nas palavras. Uma intensa desastrada que transforma tudo que vive e sente em frases desconexas que um dia amanhecem fazendo sentido. Tem pensamentos que pedem por liberdade e é movida por sentimentos. Uma eterna apaixonada pelo som, sentido e forma das palavras. Segue ela lá no twitter: @LettyPinho.

Depois de você

20 outubro 2013

Houve um tempo em que eu acreditei no amor eterno. Aliás, ainda acredito. Porque todo esse sofrimento depois de tanto tempo só pode ser caso de eternidade mesmo. Assim que decidi que nós nunca seríamos, de fato, um "nós", muitos bateram a porta do meu apartamento me dizendo adeus. Eles me culpavam por amar de menos, não me importar demais e não corresponder as expectativas. Não os culpo, eles apenas não eram o que eu queria. Não me culpo, eu apenas não era o que eles mereciam. Sinto que em tempos frios você retorna para me aquecer. E aqui, agora, o Vinícius me lembra que "eu sei e você sabe, já que a vida quis assim, que nada nesse mundo levará você de mim". 



Eu tento de todas as formas te expulsar de mim e criar um novo sentimento em sua ausência. Mas em todo canto há um tanto de você. Um cheiro, uma carta, uma música. Tentei mudar os móveis de lugar, mas ainda vejo sua imagem jogado no sofá me pedindo para que fizesse o mesmo. Parecia tão fácil te apagar de mim. Eu decidi que te pediria para ir embora, esvaziaria meus armários, convidaria outros gostos, cheiros e dramas para que eu dividissem meus medos e a minha cama. Mas nenhum deles aguentou o peso de ser eu. Não é fácil conviver com alguém estupidamente vazia apesar de completa. É óbvio, eles não entendiam minha solidão rodeada de pessoas.


Você tinha muito de mim e talvez por isso tenha me pertencido tanto quanto eu a você. Nós fomos atalhos de muitas pessoas que passaram por nossas vidas. Fomos experiência, carência, desejo passageiro. E juntamos tudo isso para criarmos nosso laço que, com o passar do tempo, virou um nó quase que indestrutível. Às vezes me frustro e questiono por que é que tudo teve de terminar. E me conformo que talvez nunca mais encontre outro você. Balanço a cabeça, rola uma lágrima, culpo a vida, o destino e deixo Vinícius me consolar. "Eu sei e você sabe que a distância não existe. Que todo grande amor só é bem grande se for triste". É, ele me conforta.


Eu faria muito para que nós retornássemos ao início e eu não precisasse te procurar em outras pessoas. Depois de você, tudo o que eu fiz foi torcer para que você descubra logo que a saudade não compensa e retorne em busca de qualquer tipo de perdão. No final, qualquer que seja o roteiro, nós sabemos que somos melhores juntos. "Não há você sem mim e eu não existo sem você."

Revelação

19 outubro 2013

Hoje de manhã uma estação de rádio qualquer tocou Sweet child O' Mine e adivinhe quem me veio a mente? No momento em que sua imagem apareceu, pude admitir, sinto tanto a sua falta. Eu queria ter dito isso antes de você mudar seus conceitos, percepções e sentimentos, mas sabe, é tão difícil falar sobre o amor, não é? Assumir sentimentos, para mim, sempre pareceu um sinal de fraqueza. Eu estaria levantando bandeira branca, iria baixar a guarda e te deixaria entrar. O que você nunca soube é que você já tinha conseguido tudo isso. Você balançou meu mundo, como ninguém nunca havia feito antes. Você mudou minha forma de ver as coisas, como eu nunca havia visto antes. Eu me apaixonei perdidamente por você com um amor que nunca foi capaz de nascer em mim, entende? Eu sou outra pessoa, você é você e o fato de não sermos um "nós" tem me incomodado bastante.




Queria que você estivesse aqui para ouvir a música comigo e te lembrar como seu sorriso fica bonito com o meu. Queria ter sua mão segurando a minha durante um beijo rotineiro e ouvir você dizendo, mais uma vez, como se importa. Eu sei que é tarde demais para um recomeço, mas é que se eu não te falar essas coisas agora, temo que nunca mais consiga. Eu sou um pouco fria, sabe? Meu medo de sentir sempre falou mais alto e então minha armadura sempre se manteve firme. Mas aí você foi embora e eu não pensei que isso fosse me perturbar tanto assim. Eu, que sempre estive em total inércia, tenho vontade de correr pros seus braços e discutir sobre qualquer bobeira sentimental. Se isso fizer com que você tome o caminho de volta, pois bem, aqui estou. Quero mudar, revirar, reviver, bagunçar sua vida. Quero assumir as consequências dos meus erros. Eu, euzinha, toda orgulhosa admito minha culpa no cartório. E em linhas meio tortas e desajeitadas te dou de bandeja tantas revelações.


Eu poderia terminar esse texto te pedindo para que fosse meu, apesar de já ter sido clara o suficiente sobre tudo. Cansei de me poupar do desgaste emocional. Cansei de não me familiarizar com a permanência. Cansei de ser a estrada que faz com que as pessoas cheguem a algum lugar que não seja a minha vida. Quero deixar de ser um atalho qualquer, para me tornar sua única razão para continuar caminhando. Quero deixar de ser solitária para ser sua companhia. E deixar de ser fria para me derreter por você. Quero dar tudo de mim para ser só sua. Viu o que você faz comigo? Tudo aquilo que ninguém nunca conseguiu fazer. Eu fugia do amor por medo perder a lucidez. E olha que contraditório, só a encontrei depois que te perdi.


Texto encomendado por Isabela Martins. Quer sua história escrita por mim? Mande um e-mail para raianeribeirocontato@gmail.com e boa sorte =)

Lembranças

06 outubro 2013

Talvez eu me cansasse logo cedo se minha busca por você não fosse tão infinita assim. O desgaste seria menor, entende? Não seriam inúmeras noites de drinks, fossas e baladas românticas. Demorou, mas eu sobrevivi. Superei. Estou aqui. Ando testando receitas novas com outro alguém. Ele não é tão sincero quanto você sobre minhas estranhas combinações, mas se esforça muito para me ver feliz. Ele não dá risada do meu mau humor matinal como você fazia, mas tenta - de todas as formas possíveis - melhorá-lo. Ele está certo, nem todo mundo leva a vida de forma tão estranha como nós fazíamos.


Ele tem sido muito meu. Não que eu não goste de amores por completo, mas é que sei lá. Estava confortável viver em meio ao seu charmoso desapego. Mas sabe, estou tentando. Me esforçando. Lutando. É que as vezes não dá para segurar e tapar os ouvidos não silencia o sentimento. Me escondo tanto nessa brincadeira de fugir de você, que acabo me perdendo. Procuro você nos livros, nas músicas, na novela das sete, nos meus sonhos e até nos lugares em que você não vai. E graças a Deus não te encontro. Digo, seria uma pena ver todo o meu esforço indo por água abaixo, mas você sabe, recaídas acontecem.



Eu não poderia te esperar eternamente. Até poderia, mas não seria justo. Não enquanto tem tanta gente querendo dar amor. Dar valor. Dar a mão, o ombro e abraços apertados. Não vivemos em um filme, nem sou protagonista de novela mexicana que vive de sofrimento e acaba em felizes para sempre. Segui em frente. Eu estou feliz em outra cama, outro drama, nesse novo amor. Mas é que o tempo está meio chuvoso ultimamente e as enxurradas insistem em me trazer suas lembranças. Não se iluda, não te quero de volta. Não pense que vou bater à tua porta. Não pense. Apenas entenda meu momento e espere até que passe.


Acredite, eu estou amando novamente. Vivo o presente inteiramente. Me apaixono mais e mais a cada dia. Mas, entre uma lua e outra, meu apego pelas memórias que tive com você retorna. Não sei porque isso acontece, só tenho torcido muito para que o tempo se estabilize.
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