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Pode ir embora

19 junho 2014



Todas as frases, textos e trechos que me diziam para te esquecer nunca fizeram muito sentido. Todas as rezas da minha mãe e súplicas das minhas amigas, sempre foram em vão. Me cansei de bater de frente com o “você precisa virar a página, se quiser começar um novo capítulo”. Tentei a escrita, música e até um novo amor, mas sempre terminei em você. Hoje, depois de tanto tempo vivendo às cegas, tudo parece muito óbvio e claro. Então, te liberto. Pode seguir seu caminho em paz.

Depois de tantas idas e vindas, memorizei o caminho de volta para casa. O beco sombrio da rua 12 não me assusta mais. Logo, não preciso de você para passar por ele. A verdade é que você se afastou demais, sabe? Repentinamente e demasiadamente. Graças a Deus o ser humano tem essa capacidade enorme de adaptação. Se dependesse de mim, levaria anos. Mas acontece que mesmo não querendo, a gente se acostuma. Mesmo não suportando algumas coisas, a gente aprende a lidar. 

Sua ausência se tornou constante. Meu cachorro se acostumou com o canto vazio da cama e nem chora mais quando olha para ele. Acredite, eu também não. Aprendi, entre choros e filmes dramáticos, que o maior drama da vida é se submeter a esse sofrimento louco e doentio por quem nunca mereceu.

Pode seguir seu caminho, vai. Pode pegar a mala onde você escondeu todas as minhas lembranças e jogar bem longe. Ou abandonar em qualquer canto para que algum estranho me encontre perdida por aí. Só sei que não te pertenço mais. Talvez isso tenha acontecido há muito tempo. Digo, você abriu mão de nós antes de eu abrir mão de você. Dizem que a ordem dos fatores não altera o produto, descobri pelo nosso romance que isso só funciona na matemática mesmo. No meu caso, alterou o romance, as atitudes, os sorrisos... Tudo. Me perdoe por ser a última a abandonar o barco. Estou saindo, deixei a casa limpa e vou apagar a luz.

Não vou mais me importar se você não lembrar a data do meu aniversário, nem vou esperar ansiosa pela sua ligação. Não vou mais segurar uma lágrima, nem pedir perdão. Cansei de me culpar por um fim que foi mais seu do que meu. Cansei de sentir a falta de ar tomando conta de mim na busca incansável de te alcançar. Eu cansei de você e de nós e de ser estupidamente idiota quando o assunto é você. Eu cansei de me importar. Pode ir embora, aqui já não é mais o seu lugar.

*Texto inspirado na música Veranizar - Léo Fressato.

O grito

27 maio 2014



Ele saiu no meio do meu pavor para se tornar uma gargalhada inteira. Meu grito ecoou por toda rua quando um pastor alemão latiu, me tirando do planeta em que eu estava. Sabe quando você está andando lentamente e muito, mas muito distraída mesmo e de repente… TCHARAM! Vem um cachorro filho da mãe que ameaça te atacar. Me arrepiei por conta do susto. O grito alto e escandaloso saiu como consequência e sem vergonha. E aí, nesse exato momento, me vi despida de todas as minhas defesas e estereótipos. Eu, que sempre me julguei espontânea, precisei de um pastor alemão para soltar um grito verdadeiro e rir alto enquanto as pessoas me encaravam.

Estamos tão acostumados com o julgamento alheio, que nos aprisionamos em um casulo de onde só sai o que é aceitável. Mulher que é mulher senta de perna cruzada, se veste como uma lady, anda maquiada como uma Barbie, ri baixo, não fala nomes feios, tampouco pensa. A gente deixa de acreditar no que realmente é e acaba levando tudo assim. Seguindo assim. Fingindo assim. E quando somos pegas de surpresa por uma atitude estranhamente escandalosa e engraçada, nos sentimos bem.

Acontece que ninguém veio a esse mundo para ser um robô. Se você me irritar, provavelmente eu mande você ir se danar. A possibilidade de eu beber em um dia ruim é tão grande quanto meu ódio dessas coisas ensaiadas. Se eu bater o dedinho em alguma quina qualquer, é bem provável que eu mande um puuuuuuuuta queeeeeeee pariuuuuuuuu, porque às vezes só um xingamento traduz nossa raiva momentânea. Nós somos humanos, entende? E não há nenhuma lei de etiqueta no mundo inteiro que te dê tanta felicidade quanto uma reação natural.

As pessoas querem que sejamos ideais. Isso quer dizer, uma boa companhia, moça de família, boa namorada, esposa e mãe. Acontece que ser ideal não precisa ser, necessariamente, uma máquina entediante. Eu posso ser eu mesma e ainda assim ser legal. Posso ser divertida e ainda assim mulher. Se a vida se resumisse a essa busca pela monótona perfeição, todos já teríamos morrido de tédio. Então, não espere a chegada de um grito de pavor, para ver que pavor mesmo é não gritar. Seja de alegria ou indignação. De amor ou ódio. E perceba que o grito mais bonito e libertador que você pode dar, é esse que, como um desabafo, vem da alma.

Hora de partir

31 março 2014

 

Minha dúvida neste momento era saber se ligava ou não para marcar nosso último encontro. Você sabe, sempre levo tempo demais para decidir sobre qualquer coisa em minha vida. Mas aqui estou, numa espécie de súplica para que você não deixe de ir. Não se abstenha da obrigação de me dizer adeus dignamente. Talvez eu demore, mas cumprirei meu papel com força e a sanidade que ainda me resta. Ou não. E se você perceber que meu carro não vem pela avenida, retome seu caminho que só vai adiante e não olhe para trás. Me espere uma hora, mas não mais que duas. Você não tem mais a amarga obrigação de esperar qualquer coisa de mim.

A verdade é que eu me cansei. Estou cheia, farta e saciada dessa nossa relação sem nexo algum. Não dá para viver em um relacionamento que só leva a gente para baixo, sabe? Não dá para aceitar uma relação que ao invés de acrescentar, aprisiona. Não dá para aceitar – não mais – esses silêncios intermináveis e a falta de um “eu te amo” verdadeiro. Você nem precisaria dizer, apenas mostrar, demonstrar e viver essas três palavrinhas. Mas ambos sabemos que eu ando fazendo isso tudo por nós e você assistindo a tudo de camarote.

A gente sabe que acabou quando percebe que ficar de joelhos não muda o estado da porta, que continua aberta anunciando uma partida. Dizer que vai ser diferente não altera sentimento algum. Lágrimas não libertam comoção. E o amor é mais que isso, entende? É bem mais que qualquer busca pelo inevitável. É bem mais que conversas e discussões que não chegam a lugar nenhum.
Eu estou farta. E eu vejo que portas batidas, gritos e climas fúnebres pelo o que está prestes a morrer de vez não recuperam sentimentos antigos. A gente precisa aprender a deixar as coisas irem. E mais que isso, eu precisava aprender a hora certa de abrir mão da gente, antes que nos destruíssemos de vez. A nossa hora de partir chegou.

Estou levando nossas boas lembranças na mala e deixando as minhas com você neste momento. Estou deixando você ir adiante. Talvez você sinta tristeza, agonia e pense que não sabe viver sem mim, mas acredite, você sabe. A gente acredita que ama muito mais uma pessoa depois que ela vai embora. E isso não é amor, querido. Entende onde quero chegar? Chegamos ao nosso limite. É uma pena que ainda não tenham inventado remédio para exaustão de amores.

Chega de você

06 fevereiro 2014




Ontem quando te liguei pela milésima vez, você me pediu que esperasse alguns minutos e que assim que terminasse suas tarefas, me retornaria. Me senti como se estivesse sendo transferida de um setor para outro por atendentes de telemarketing incompetentes que jogam cartas enquanto seus clientes esperam na linha. Me senti idiota. Por que, meu Deus, eu nunca aprendo? Eu sei que você é um tremendo canalha e sem escrúpulos. E sei que não vai me retornar como em todas as outras vezes. Sei também que toda essa minha carência sempre termina nessa ligação sem resposta. Mas sabe, é que minha terapeuta me disse que tenho que arriscar mais. Sair dessa monotonia em que me meti por ter medo das perdas. Aí o que acontece? BOOM, li um trecho que me fez lembrar de você. Ouvi uma música que me remete aos nossos momentos felizes. Isso só poderia ser um sinal, certo? É a hora de correr atrás dos meus sonhos e o motivo deles? Errado. Pena que só descobri que estava caindo depois que pulei no abismo.


E eu caio nesse buraco enorme onde o fundo é o número do seu telefone. E aí você, indiferente como sempre, me faz esperar. E eu viro uma múmia do outro lado da linha enquanto você brinca de fazer de conta que eu não existo. Então ligo para minha terapeuta. Ela me diz que arriscar é preciso. Que eu me arrependeria pelo resto da minha vida se não o fizesse na hora da vontade. Mas com tanta indiferença como resposta pela minha coragem, eu chego a conclusão de que arriscar é masoquismo demais. Desrespeito demais comigo e com nosso passado. Arriscar é um porre de ressaca incurável. E você ainda é o mesmo.

Você é um idiota que não tem a mínima consideração por mim e eu decidi parar de idealizar esse príncipe que você não é. Porque eu tô cansada de me iludir em cima de fatos tão claros e óbvios e diretos. O mundo não é um mar de rosas, a fada do dente não vai vir me dar moedas, desenhos em nuvens são coisas da minha mente, encontrar o final ou começo do arco-íris não vai me deixar rica e, por Deus, você não é o amor da minha vida.

Chega de puxar a corda para me enforcar com pensamentos tão mirabolantes assim. Eu demorei muito tempo para permitir que a ficha realmente caísse. É que a verdade é dura, entende? E eu sempre te dava a chance de retornar. Deixava rastros em todas as minha idas para que você, quem sabe um dia, resolvesse me seguir. Mas a verdade, dura como pedra, foi a melhor saída para esse nosso último final. Eu quero viver uma realidade verdadeiramente feliz e para isso eu preciso me desprender desse passado. Chega de dar e nunca receber. Chega de tapar a visão com falsos sentimentos e me alimentar de migalhas. Chegou a hora de sentir de verdade, para amar da melhor e mais bonita forma que existe.

Sobre o fim do amor

29 janeiro 2014



Quanto tempo demora até que o amor passe? A gente abre a roda, dá caminho, empurra, faz biquinho e nada faz com que ele siga em frente. O fim do amor é mais trágico que o final de qualquer relacionamento. Como encarar esse novo estranho que permaneceu tanto tempo nos capítulos da nossa vida? Como sentir o toque da mão e não estremecer? Como receber uma sms e não sentir o estômago revirar? O fim do amor, além de triste, é sem graça. Aliás, cadê o riso?


O fim do amor é fazer juras de que nunca mais voltará atrás. E diferente das outras vezes não se contradizer. É separar as roupas, os objetos, os lugares preferidos e os amigos. É deitar sozinho sem ter em quem pensar e chorar em uma madrugada qualquer. Sentir o fim do amor é ter saudade. Ou não, salvo exceções. Vivenciar o fim do amor é se sentir cansada, desgastada e sorrir para que ninguém desconfie. O fim do amor é onde começa a arte do teatro. Assista comédia romântica, leia auto-ajuda, sorria amarelo e coma chocolate por ansiedade. É assim que deve ser, certo?


Se nada disso funcionar, experimente viver de verdade. Olhar para trás não vai te levar ao caminho certo. Entende aonde quero chegar? Se perder um amor, por favor, não se perca. Aproveite a oportunidade para se encontrar de verdade. Conheça pessoas que levam a vida de um modo diferente do seu, aprenda uma nova língua, descubra gostos que você nem sabia que tinha, que tal? O fim do amor é triste e na maior parte das vezes dá uma baita vontade de passar os próximos 30 dias chorando. Mas qual o propósito disso?


Você sabe que vai passar. Uma hora vai. Então, por que cargas d'água você não começa o processo de cura a partir de agora?


*Texto publicado no blog Verdade Feminina no dia 05/12/13.

Você vai lembrar de mim

13 janeiro 2014


Quando seu despertador tocar amanhã de manhã, talvez você perceba mais que depressa como seu pretérito imperfeito chegou cedo demais. Já não estarei mais aqui para ocupar o outro lado da cama, nem para dar credibilidade ao seu drama, muito menos para dar continuidade a essa ideia ilusória de relacionamento a dois. Verdade seja dita: eu cansei de você. E cansei das suas mentiras, do seu ciúme que mais parece uma busca incessante por motivos para brigar, cansei da sua indiferença em horas erradas e de tudo o que compõe essa sinfonia totalmente fora de ritmo. Cansei de tudo o que envolve seu nome ou o que restou do nosso amor. E só me dei conta disso quando vi meu sentimento mais puro e sincero se transformando em uma solidão inteiramente infinita. Minha alegria se transformando em choro e minha confiança se resumindo a investigações virtuais. 

Nesse tempo percebi que andava inventando desculpas demais pros seus erros. E não há amor que resista se alimentando de veneno. Eu fui e você ficou. Eu fui e levei comigo todas as minhas inseguranças que tanto te incomodavam. Levei meu abraço e coração e que te pertenceram por tanto tempo. Levei meu sorriso e a covinha que aparecia com ele, as rugas e as olheiras que esse amor mal acabado desenhou em mim. 

Talvez quando você acordar nem se dê conta de que eu parti, já que estamos tão distantes ultimamente. Talvez me substitua sem dó, piedade, nem luto por esse sentimento que dividimos ao longo desses anos. Em um dia qualquer você vai perceber que amor de verdade não se encontra nos cantos sujos em que você tanto se esconde. Nem com mulheres vazias, cansadas e desiludidas com as quais você se diverte. Aí sim, nesse exato momento, você vai lembrar de mim. E vai se tocar de que o brilho nos olhos e a pupila dilatada pela pessoa certa não há madrugada de diversão que compense.

E então você vai repassar os flashes em sua cabeça e lembrar que seu final feliz estava bem próximo da felicidade que eu te proporcionava. Quando você perceber que a superficialidade e o amor verdadeiro seguem por estradas completamente diferentes, você vai lembrar de mim.

Aí sim, nesse exato momento eu estarei bem longe. Vivendo a minha vida e, provavelmente, sendo feliz de verdade.

Reencontro

07 janeiro 2014




Pode ser que quando eu te reencontre daqui um, dois ou dez anos, você ainda seja o mesmo irresponsável de riso fácil. Talvez ainda seja apaixonado por coisas que fogem ao natural e tenha aquela melhor amiga que esconde um grande amor por você. Há uma grande possibilidade de, até lá, você já ter superado o nosso fim e ter aprendido a agir normalmente a respeito disso. Bem, talvez eu não. Não porque você foi o meu primeiro amor, talvez o único que eu tenha amado e desejado de verdade. Talvez não, porque eu contei todas as linhas do seu corpo e me descobri em cada uma delas. Não, porque por muito tempo foi só você para mim e me desprender dessa ânsia de você me soa quase impossível. Não, porque antes mesmo de te reencontrar eu me flagro relembrando o passado e pensando nas inúmeras formas, jeitos e trejeitos que tínhamos para dar certo.


Quando eu te reencontrar prometo (tentar) agir naturalmente. Se você piscar, piscarei de volta. Se você sorrir, sorrirei de volta. Se você se mostrar bem mais feliz sem mim, te farei crer que assim estou também. E, caso você venha em minha direção para saber como estou, engolirei meu mundo de fantasias e sentimentos para me focar no meu teatro e agir normalmente. Enquanto você me conta as novidades, vou sorrindo e esmagando meu coração e digerindo sua felicidade e acidificando as borboletas no estômago para que assim, eu consiga responder à sua altura: "Continuo com minha vida, estou feliz, preciso ir". Sem muito auê seguirei a minha vida. Retomarei minha rotina e você não me assombrará mais.


Não fantasiarei nenhum final para quando eu te reencontrar. Apenas vou torcer para que tudo dê tudo certo tanto para mim quanto para você. E se esse reencontro não acontecer, acompanharei de longe suas vitórias e aplaudirei em silêncio cada uma delas. Gostaria que você soubesse que eu descobri o que é amor quando me vi te amando dessa forma: quietinha, de longe, renunciando ao escândalo da paixão. Descobri que te amava mais do que eu imaginava quando me afastei para te ver feliz. Não me maltratei para te ver bem, nem quis que você forçasse felicidade ao meu lado: tudo aconteceu naturalmente.


Quando nosso reencontro acontecer, talvez entre beijos, abraços e novidades a gente perceba o quanto nos fizemos bem ao tomarmos decisões sensatas. Talvez, nesse instante, a gente não precise forçar nada, estaremos bem e felizes. Viveremos a forma mais linda de amor: conscientes do nosso passado, indiferentes a mágoas, nada de ensaios, nem de falsa alegria. Assim como o destino planejou.

A dor de ser forte

04 outubro 2013

Você se considera uma pessoa forte? Dizem que isso tem a ver com silenciar a dor. Digo, consegue manter sua dor em silêncio pelo máximo de tempo possível? Nunca entendi muito bem o que era ser forte e porque as pessoas me diziam isso o tempo todo. Só sei que desde cedo eu tive que aprender a ser. Seja lá o que isso é. A gente vivencia a dor de diversas maneiras. Batendo o dedinho do pé, sentindo saudades de alguém que foi embora, morreu ou que você não fala mais. Um corte. Unha no talo e amores não correspondidos. Dói perder alguém, mesmo que este alguém ainda esteja vivo, se é que você me entende. Acredito que qualquer perda em si causa um desconforto emocional causado pela dor inconveniente que aparece logo após. Mas, e aí?



Acontece que o que importa no final de tudo é o que você faz com o que ficou. Você escreve sobre isso? Chora? Faz drama? Se tranca no quarto? Sorri amarelo enquanto se encarrega de juntar os cacos do que restou? Bem, cada um a sua maneira. Todas as vezes que me sinto triste, descarrego toda minha raiva-tristeza-rancor em parágrafos desconexos que fazem todo o sentido para mim. Mas não consigo fingir felicidade, entende? Acho que sou verdadeira demais para forçar sorrisos. Sai tudo tremido e se parece mais com um choro desgovernado. E aí se alguém pergunta o que houve, desabo. Não sou de levar desaforo para casa, mas da mesma forma que respondo à altura no momento em que o sangue sobe a cabeça e sou um poço de grosseria, me sinto tão culpada que fico mal do mesmo jeito depois. Dá para entender?


Hoje cheguei a conclusão de que não sou nada forte. Bom, se ser assim quer dizer que eu tenho que aguentar as coisas que não me agradam fingindo que está tudo O.K, então sou fraca pra cacete. Porque se eu fico com raiva, eu tô com raiva! Vou gritar, xingar, me descabelar, mesmo que me arrependa logo após. Se eu tô triste, me deixa chorar em paz, porra! Preciso revirar minha dor para encontrar soluções para curá-la. Ser forte não é suportar tudo calado, porque acredite, isso ainda vai te causar um câncer, meu amigo. Ser forte é conhecer a sua dor e fazer com que ela se torne algo favorável para você. Para mim, sinônimo de fortaleza é saber reconhecer a sua fraqueza e se renovar nela. Se permitir sentir, para amanhecer mais puro.
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