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Personalidades das Séries: Blair Waldorf

05 janeiro 2015




Quem assistiu Gossip Girl sabe que uma rainha nunca perde sua majestade. Ela pode até perder pedras de sua coroa (ou tiara), o salto de algum sapato, algum conhecido que era chamado de amigo ou até mesmo namorados. Mas, em momento algum, ela se deixa vencer pelos problemas. Por isso, a primeira Personalidade das Séries é Blair Waldorf. No começo do seriado, a Queen B era apenas uma adolescente em constantes brigas com sua melhor amiga/maior inimiga Serena Van Der Woodsen. As duas disputavam Nate Archibald, até que ela se rendeu aos encantos do bad boy Chuck Bass. Nos altos e baixos da vida, ela viveu intensos momentos de aceitação pessoal, brigas familiares e amores juvenis, além de conhecer vários lugares lindos e maravilhar o Upper East Side com seu dom para a moda.

Interpretada pela linda Leighton Meester, Blair se tornou um ícone fashion do universo das séries. Sempre bem vestida e antenada às últimas tendências, ela ainda era responsável por ditar a moda em seu colégio. Por essa razão, reunia um vasto grupo de seguidoras e, é claro, algumas inimizades. Sua marca registrada são as tiaras de todos os tipos e as cores fortes e vibrantes. O figurino da personagem era alegre e demonstrava perfeitamente sua personalidade.

Por falar em personalidade, ela não era chamada de rainha a toa. Com suas crises de drama, ela conseguia o que queria de seus amigos, dos funcionários que trabalhavam para a família, dos professores e autoridades do colégio e da sociedade em geral. O que ela mais sentia falta era do carinho da mãe, que, apesar de gostar muito da filha e realizar seus caprichos, dedicava a maioria de seu tempo no trabalho. Por isso, ela até desenvolveu distúrbios alimentares por um tempo - sendo ajudada pela fiel companheira Dorota e pela amiga Serena.

Abaixo, vocês podem ver algumas das frases mais sábias que Blair disse durante as seis temporadas de Gossip Girl. Nelas, vocês encontram reflexões sobre a vida, os relacionamentos em geral, aceitação, amor e coração partido.





Sobre a vida

"Destino é só uma desculpa idiota para deixar as coisas acontecerem em vez de fazer com que elas aconteçam."


"Não sou egoísta. Apenas valorizo a única pessoa do mundo em quem eu posso confiar: eu mesma."


“O problema com contos de fadas é que eles levam uma garota ao desapontamento. Na vida real, o príncipe foge com a princesa errada.. ou o feitiço acaba e os dois amantes se dão conta de que são melhores com o que quer que sejam. Mas vou confessar, de vez em quando uma garota consegue seu final de contos de fada.”


"Você tem que decidir o que é importante para você! Manter seu orgulho e não ter nada, ou correr o risco e, talvez, ter tudo."


“Se eu aprendi alguma coisa na vida é que, às vezes, coisas entram no seu caminho e você tem uma escolha. Você pode enfrentá-las ou você pode adaptar-se e fugir, mas você tem que fazer um ou outro para seguir adiante”


“Aprendi que se não podemos arrancar uma página da vida, podemos jogar o livro inteiro no fogo.”


“Nada que eu possa fazer para algumas pessoas é tão ruim quanto o que fizeram para mim, mas não pensem que isso vai me impedir de tentar.”





Sobre as pessoas
“Talvez você seja realmente inocente em acreditar que um dia você vai ser superior a mim, meu brilho sempre vai ofuscar o seu.”


"Nunca acredite quando as pessoas dizem que você tem que ficar feliz com o que tem, há muito mais por aí e não há razão para que você não possa ter tudo!"


"Assim como as estações, as pessoas têm a habilidade de mudar. Não acontece com freqüência, mas quando acontece, é sempre para o bem. Algumas vezes leva o quebrado a se tornar inteiro de novo. Às vezes é preciso abrir as portas para novas pessoas e deixá-las entrar. Na maioria das vezes, é preciso apenas uma pessoa que tenha pavor de demonstrar o que sente para conseguir o que jamais achou possível. E algumas coisas nunca mudam."





Sobre o amor

"3 palavras, 8 letras. Diga e eu sou sua."


"Você merece um cara que moveria montanhas para estar com você se fosse preciso."


"Dizem que é um coração partido, mas o meu corpo inteiro dói."


"Olhe bem no fundo da sua alma, que sei que tem, e diga se o que sente por mim é verdadeiro. Ou se é um jogo. Se for real, daremos um jeito. Todos nós. Mas se não é. Então, por favor, Chuck, deixe-me ir.


“Eu não posso estar com você, mas saiba que não estar com você é a coisa mais dificil que eu já fiz.”





Pushing Daisies

08 dezembro 2014




A dica dessa semana vai para quem gosta de uma bela história romântica. Mas não é só isso: além do casal de protagonistas mais fofo de todos, ainda tem mistério, aventura, um pouquinho de drama, fantasia e números musicais. Sim, essa série existe e se chama Pushing Daisies. Criada por Bryan Fuller, ela foi ao ar pela primeira vez no fim 2007 pela ABC e foi até transmitida pelo SBT, com o nome de Um toque de vida. Mesmo com as críticas positivas, a audiência não agradou a emissora americana, que cancelou a série após o fim da segunda temporada. Para mim, o cancelamento mais injusto do mundo, já que o potencial e qualidade dela são tão grandes que mereciam longa vida na tv. Apesar do cancelamento, Pushing Daisies recebeu logo no primeiro ano três indicações ao Globo de Ouro (melhor série de comédia ou musical, melhor atriz e melhor ator).

A história começa com o menino Ned descobrindo seus poderes. Ao tocar em algo que estivesse morto, essa coisa voltaria à vida por um minuto - se dentro desse tempo ele não a tocasse novamente, outro ser vivo morreria no lugar. À princípio, ele não sabia dessa segunda parte, só foi descobrir de uma maneira bem trágica, com a morte do pai de sua primeira paixão. Logo no mesmo dia, Ned ainda descobriu uma segunda e importante regra de seus poderes: a coisa ou pessoa que ele trouxe de volta à vida não poderia ser tocada de novo, senão morreria de vez. E assim tem início a mais bela e triste história de amor do mundo das séries. Tempos depois, o Ned adulto (Lee Pace) descobre que Charlotte "Chuck" Charles (Anna Friel), a vizinha de quem ele tanto gostava na infância, está morta e resolve salvá-la. Os dois estão completamente apaixonados, mas não podem ter nenhum contato físico.



Ned também usa seu dom de uma maneira bem ecológica. Ele revive frutas para fazer deliciosas tortas. Em seu estabelecimento, o Pie Hole, trabalha Olive Snook, a garçonete que nutre uma intensa paixão por ele. Vendo o amado com olhos somente para Chuck, Olive sofre o tempo todo, mas não deixa de ajudar sempre que lhe pedem. E ela ainda protagoniza os números musicais mais fofos e apaixonados, na voz da talentosíssima Kristin Chenoweth (a April Rhodes, de Glee). É ela também que fica responsável por cuidar de Digby, o cachorrinho que para seu próprio bem não pode ser tocado pelo dono.  Para completar a turma, temos Emerson Cod (Chi McBride), um investigador que vê os poderes de Ned como uma ferramenta literalmente mágica para desvendar os misteriosos casos de morte na cidade.

Ao longo dos episódios, vemos ainda as tias de Chuck, duas senhoras incríveis e divertidas. Quando jovens, Lily (Swoosie Kurtz) e Vivian Charles (Ellen Greene) eram famosas pelos seus belos números aquáticos como as Darling Mermaid Darlings. Com a morte da sobrinha, elas se fecham em seu mundinho, vivendo apenas das lembranças. Lily ainda guarda um importante segredo que, mais para frente, seria fundamental para o conhecimento de Chuck. Para o bem das tias, a moça mantém-se fora de contato, deixando-as acreditar que estava realmente morta. Mesmo de longe, ela continua cuidando das senhoras da maneira que pode.

Pode parecer um tanto louco (e bastante mórbido) colocando o plot em palavras, mas na prática funciona tudo muito bem. A química entre os atores é ótima, o que rende cenas incríveis e, muitas vezes, emocionantes. É daquele tipo de série que, ao fim de cada episódio, fica aquela sensação gostosa e melancólica. Não tem como não soltar um “aaaaawn” em algum momento - ou em vários deles. Como deu para ter uma ideia, é um romance bem diferente do que estamos acostumados. O tom fantasioso passa bem longe da infantilidade. Além disso, o texto é recheado de sarcasmo e poéticas reflexões sobre o amor, a vida e a morte.



Outro ponto bem interessante de Pushing Daisies é a presença do narrador onisciente. Ele conta as histórias, os sentimentos e pensamentos de cada personagem, caracterizando ainda mais o tom fantasioso da série. As cores também ajudam nessa composição, isso sem falar no figurino maravilhoso. É realmente uma grande produção, com uma criatividade fora de base, desde os mínimos detalhes. A fotografia é linda, uma delícia de se ver. Devido ao cancelamento, o fim não é dos melhores, já que deixa muitas pontas soltas e mistérios a serem resolvidos. Mas vale a pena pela fofura, a genialidade do roteiro e a excelente execução. São 22 episódios incríveis que deixam aquele gostinho de quero mais. E a esperança continua, quem sabe ainda não lançam um filme como final alternativo?



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