Mostrando postagens com marcador desapego. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desapego. Mostrar todas as postagens

Finais não são adiáveis

07 julho 2016




Quando eu gosto muito de algo, quero que essa determinada “coisa” dure pelo maior tempo possível. Devoro meu chocolate preferido devagar, entre a luta de saborear cada pedacinho que se desfaz na boca e manter o sabor doce pelo maior tempo possível. Leio as últimas páginas de um bom livro lentamente, vivendo entre a curiosidade de saber o que acontecerá e a tristeza do fim.

Eu gosto de me iludir achando que a gente pode esticar um final como quem estica um chiclete que já perdeu o gosto. Mas, será que é saudável? Será que é suficiente? Tenho minhas dúvidas.



É bom acreditar que o melhor dia da vida pode durar para sempre, que as pessoas podem mudar e que relacionamentos não acabam. Eu já lutei tanto, mas tanto, contra as marés que me diziam que aquilo não ia funcionar, que o seu jeito não batia com o meu e que merecíamos encontrar algo que realmente nos fizesse feliz.

Mas o que fazer com o vício que tenho em permanência? Tenho medo de ir embora e perceber que o melhor era ficar. Sinto uma angustia infinita ao pensar que só temos uma vida e que errar pode ser fatal. E sabe o que eu não percebo de verdade? Que é mudando a rota que a gente encontra o caminho. É encarando o medo de frente que descobrimos nossa força.

Eu sempre sei quando algo chegou ao fim ou está prestes a acabar. A gente nota a fria diferença, mesmo tapando os olhos, os ouvidos e queimando as provas. E o que eu descobri com o tempo? O aperto no peito não passa, a sensação de fracasso não vai embora e a frustração de não ter se permitido uma segunda chance vivida por um outro ângulo é mortal.

A gente sabe, bem lá no fundinho, que adiar um final certo é permitir que o veneno mate aos pouquinhos, em doses dolorosas e traumáticas.

Um conselho? Permita-se pôr um fim naquilo que te impede de viver plenamente feliz e tenha coragem para fazê-lo quando necessário.






Raiane Ribeiro: 23 anos, publicitária por formação, redatora por paixão e agora youtuber em ascensão. Ariana cabeça dura, extremista e cheia de querer tudo "pra ontem". Criou o lema "chora e não me liga" para o blog e acabou adotando para a vida. Conheça meu canal no youtube clicando aqui > YouTube.

O amor que você sente pelo outro é problema seu

10 fevereiro 2016



Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida, é que ninguém tem a obrigação de carregar o peso das expectativas que depositamos nas pessoas. Verdade seja dita: nós somos responsáveis por nossos próprios sentimentos, sejam eles controláveis ou não. Não é justo que o outro leve toda a culpa por querermos demais. Amarmos demais. Idealizarmos demais.

Quando nos apaixonamos, criamos uma imagem em nossa mente de como o relacionamento seria perfeito se a tal pessoa agisse de formas predeterminadas. Mas, bem lá no fundinho, sabemos que não é bem assim. Cada pessoa tem sua forma, sua cor, sua maneira. E o sentimento? Bem, ele se mostra de formas muito distintas.

Quantas vezes você se pegou indo contra suas emoções? Você sabe o que quer, o que precisa e os inúmeros motivos que tem para seguir à risca todos os seus objetivos. Mas aí, vem o coração e muda tudo. Muda a rota, a maneira de pensar, de sentir e de agir. Que culpa tem o outro? Ele também tem suas idealizações, seus sonhos, seus próprios sentimentos. Ninguém, ninguém mesmo, tem a obrigação de readequar uma vida baseada nos desejos do outro.

Você não pode – e nem deve – exigir que alguém o ame da maneira que você deseja. É preciso fazer por merecer, entende? As coisas, inclusive o sentimento, acontecem de forma muito natural. E quando você tenta usar de fórmulas e jeitos para alterar o percurso, tudo soa artificial demais. Como uma flor de plástico que enfeita, mas não traz a cor, o cheiro e o sentimento natural.

Se nós amamos uma pessoa profundamente e não somos correspondidos, não temos que culpar o outro por não tentar, por não querer ou por não se doar ao máximo. Isso é um problema nosso. Você quer, realmente, viver eternamente tentando provar para uma pessoa por que você é a pessoa ideal e por que ela deveria te amar?

Quase sempre o problema é nosso, e está muito ligado a nossa forma de ver o relacionamento ideal. Se você não está feliz no relacionamento em que está hoje, reflita antes de pedir para o outro mudar por você. É preciso nos encontrarmos e descobrirmos o que realmente nos tira o chão, nos faz vibrar e faz com que a gente se sinta pleno. É preciso avaliar, de dentro para fora, quem nós somos e o que queremos. E, só depois disso, gastarmos nossa energia em busca daquilo que realmente nos faz feliz.

Não é justo, nem com você e nem com o outro, procurar um culpado pelo conto de fadas moderno sem um final feliz. O outro, aquele que está ao seu lado nesse momento e que, assim como você, fez tanto por esse relacionamento, não merece carregar a infeliz culpa do fracasso. Nós somos responsáveis por nossos próprios sentimentos e pela forma como ele afetará nossas vidas.


Se você não está feliz com o que tem recebido, assuma a responsabilidade de mudar por si mesmo. Sem culpa, apenas por um bem maior.

Dicas para superar o fim de um relacionamento

27 dezembro 2014



Términos nunca são fáceis. Conhecemos alguém, nos apaixonamos e, justamente por viver o momento, não pensamos que isso um dia vá chegar ao fim. Algumas pessoas lidam com esta situação muito melhor do que outras. O fato é que todo mundo está sujeito a passar por isso. Eu já passei, você que está me lendo com certeza já passou e se não aconteceu ainda, aguarde, você também vai passar.

Faz parte do ciclo natural de todo e qualquer relacionamento. Conhecemos pessoas, quebramos a cara e terminamos, até chegar o momento em que encontramos alguém que fique para sempre. Até lá, muita gente ainda vai passar pela sua vida. Por isso, é importante saber superar sempre e não se prender aos finais.

O processo de cura envolve algumas etapas, vamos listar algumas e esperamos (sinceramente) que elas te ajudem daqui para frente!

1) Tenha amor próprio


Quando um relacionamento termina, tudo soa muito difícil. Temos vontade de ligar, ir atrás e tentar um recomeço. Justamente por isso, é importante que você estabeleça limites. Nunca, eu disse NUNCA, se humilhe para ganhar o amor de alguém. Amor não se implora, nem se mendiga, nem nada disso. Ou a coisa é recíproca ou não é. Então, valorize-se. Ame-se! Lembre-se: as pessoas recebem o amor que elas merecem. Já decidiu qual é o amor que você está disposta a ganhar?

2) Corte relações

Essa é uma fase realmente difícil, porém muito importante. Você não vai conseguir esquecer o cara se continuar falando com ele toda noite antes de dormir. Isso só vai alimentar suas esperanças e fazer com que você sofra futuramente. Se o término for recente, você precisa deletar o número, bloquear nas redes sociais, etc. Calma, não estou falando para você deletar ele da sua vida para sempre, vocês podem voltar a serem amigos um dia. Mas é que neste período de abstinência (sim, é isso mesmo!) é importante que você mantenha distância para poder se curar. Tenha um tempo só para você, sem o espírito e as lembranças do ex para te atazanar!

3) Divirta-se

Ligue para suas amigas! Vá ao cinema, as compras, ao museu, teatro, balada ou qualquer outra coisa. Ocupe sua cabeça com coisas que gosta e seu tempo com as pessoas que ama. Nessa etapa, o apoio de suas amigas(os) será de extrema importância. Faça coisas que distraiam seu pensamento e não te lembrem o fim do namoro.

4) Não se culpe
Não fique procurando os motivos da separação, nem calculando cada passo que você deu. Lembre-se: um relacionamento é feito de duas pessoas e não existe essa de que um é totalmente errado e o outro totalmente certo.

5) Não compare
Se você encontrar outra pessoa com a qual tenha vontade de ter um relacionamento, POR FAVOR, não tente encontrar seu ex no atual. Muitas pessoas cometem esse erro. Ai, ele é fofo, educado, gentil, bonito, mas não fala comigo como o fulano falava. Ou não faz o que o fulano fazia. PARE! Entenda que as pessoas são diferentes e únicas, cada uma com suas qualidades e defeitos. Você nunca vai encontrar seu ex no atual. E mesmo que encontrasse, não seria nada legal, concorda?

6) Se preferir ficar sozinha, fique!
Não existe uma lei que diz que você só cura um desamor com outro amor. Então, se quiser aproveitar seu tempo sozinha, aproveite! Curta bastante, aprenda a se amar e a se valorizar. Quando você estiver preparada para embarcar em outro relacionamento, você vai saber. Antes de tudo, cultive sua autoestima e amor próprio. Entenda que para amar outra pessoa, você precisa, primeiramente, se amar. Tenha um tempo sozinha para se curtir.


E aí, gostaram das dicas? Se tiver algum conselho para acrescentar ou experiência que queira compartilhar, é só deixar nos comentários. Espero que este post ajude você. :)



CTRL C + CTRL V: ciclos

09 dezembro 2014



Não adianta insistir, algumas coisas possuem um prazo de validade na nossa vida. Pessoas também. Não raro, ignoramos certos sinais, claros e evidentes, que tentam nos mostrar o encerramento de um ciclo. Não enxergamos porque o coração não deixa. Ou não quer. Não nos ensinaram como dizer Adeus, ainda mais no pleno do sentimento. Um dia a gente descobre que amar não é o suficiente.


Não existe felicidade diária, ou um relacionamento sem divergências. Uma relação pode, inclusive, terminar sem brigas. O que indica o fim é exatamente uma ausência de reação que o outro possa lhe causar. Pro bem e pro mal. Se o abraço dele não lhe provoca mais aquele arrepio na nuca, é hora de repensar a paixão. Se o descuido dela em relação ao beijo, não mais lhe chatear, é provável que você não precise mais dele. A harmonia até existe, um entra pela casa e já vai lavando a louça, enquanto o outro deixa o lixo ao sair pela porta. Ao deitar, o casal promove um balé de movimentos, cruzando a cama. Um estende o lençol e o outro ajeita os travesseiros. Enquanto um escova os dentes, o outro busca a água e liga a TV. Por fim, os dois se colocam na mesma posição na cama. Seja lendo um livro, ou mexendo no celular, os dois trocam raras palavras.


O amor precisa romper a linearidade da rotina, quebrar os paradigmas da convivência. Pode haver harmonia no caos, desde que haja uma união consentida, sorrisos em meio à bagunça do lar. Um casal sabe que ainda tem mais a descobrir, quando consegue rir das próprias bobagens; quando ao despertar, o mesmo café de todos os dias tem um toque de carinho; quando o bom dia é feito pela vontade de ver o parceiro abrindo os olhos e enxergando você como a primeira imagem do dia. Nada automático, simplesmente por viver a dois, sem motivo ou razão. Apenas querer conviver com a alegria dos detalhes. Trocar olhares como um oxigênio da alma, como um suspiro feliz.


Muitas vezes amamos mais o que sentimos, do que quem pensamos amar. É bom estar apaixonado. É até bonito. Nos permite uma troca de experiências, uma parceria que nos leva a conhecer outras pessoas, outra realidade. Mesmo que haja um sentimento puro e verdadeiro, é importante reconhecer quando aquela jornada chegou ao fim, já ensinou a lição que vocês precisavam. E acredite, sempre há o que aprender.


Não é fácil perceber o fim de um ciclo, ainda mais imersos em um envolvimento emocional. Mas os sinais não mentem. Existe uma linha imaginária de evolução pessoal em que o casal só pode cruzar de duas formas: juntos ou separados. O principal alerta ocorre quando você percebe que poderia atravessar a ponte, mas o seu parceiro não. Uma jornada a dois precisa da vontade de ambos, na mesma vibração. Chega um momento em que você tem que decidir, e, mais do que a sua relação, é a sua vida que está em jogo.


Nada é definitivo. Especialmente as mulheres tem pressa de viver e estão sempre um passo à frente dos homens. Às vezes é preciso um tempo para que ela possa voar, descobrir o que precisa e não está proibido um retorno para nos buscar. Um ciclo pode encerrar e recomeçar muitas vezes e a frequência das tentativas podem nos mostrar o quanto estamos insistindo em algo que já terminou, ou apenas renovando nosso passaporte para mais uma viagem do amor.


A gente sempre sabe quando o ciclo encerra. E essa não é uma escolha nossa. Insistir ou não em algo que já terminou, sim. O fim de um ciclo não é, necessariamente, um fim. Pode ser um recomeço. Depende de você.





Sobre o autor: Chico Garcia, pós-graduado em Jornalismo Esportivo, repórter, apresentador e Coord.Esportes BANDTV-RS. Escritor e amante de história. Leia mais textos do Chico em: http://chicogarcia.blogspot.com.br/

Meu vício não é você

07 dezembro 2014



Eu não sei que tipo de droga você colocou na minha bebida, nas flores que me deu ou no travesseiro onde seu cheiro ficou por tanto tempo. Eu não sei o que você borrifou no meu apartamento, que não te deixa ir embora nunca. Eu não amo mais você, não. Agora eu amo a mim. Me abraço, me beijo, me olho no espelho e me namoro.

Eu não sei de onde é que vem essa ânsia meio louca e torta de saber sobre seu paradeiro. Assim, não vai mudar em nada a minha vida se você tiver encontrado um outro alguém. Na verdade, eu até espero que isso já tenha acontecido. Porque, convenhamos, eu não quero ser a única a ter seguido em frente.

Eu desejo a sua felicidade em todas as vezes que alguma recordação sua me atinge na cabeça. Eu mentalizo coisas boas, emano luz, raios de amor e paz para que você trilhe seu caminho sem obstáculos e para que todas as portas boas se abram para você. Sempre desejei, do fundo do meu coração, que você fosse muito feliz.

O que eu sei, é que você foi uma das pessoas mais importantes da minha vida. E, não é porque seguimos caminhos opostos que eu vou te odiar e desejar que sua vida sem mim seja um lixo. Muito pelo contrário, eu desejo o melhor para as pessoas que amo. E atingi o ápice do desapego quando torci para que você se acertasse com a sua namorada nova ou para que conseguisse ir sempre além do que espera.

Meu vício não é você. É saber sobre como anda a sua vida e se tudo tem permanecido no seu devido lugar. Meu vício é saber que você está se alimentando, vivendo bem, conquistando seus objetivos e sendo você mesmo. Meu verdadeiro vício é um “Como vai você?” num esbarro acidentalmente forjado.


Porque não importa quantas vezes eu te esqueça, lembrar você ainda é meu exercício predileto.



Depois

06 dezembro 2014



Depois de muito pensar, depois de muito bater com a cabeça na parede e apanhar na cara, eu entendi que o mundo é movido por reciprocidade. Eu não sei onde foi que perdi o senso e fui tão além na minha falta de amor próprio e te dei mais do que recebi. Mas, é pra isso que a gente vive, não é? Pra saber o certo, fazer o errado e ainda assim se sentir vivo. 

Depois de muito sentir, depois de muito sangrar e depois de gastar muito lenço de papel com nariz entupido por quem não valia a pena eu entendi que o mundo dá voltas. E isso é um processo natural, não tem o que ser feito. Foi depois de desidratar por você que te tive em minhas mãos, mas então... ah, então já era tarde, eu  estava gastando lenços de papel por outro e era pra arrumar o batom que ele borrava, e não o rímel.

Depois de muito sorriso forçado e alegria que não era minha, eu entendi que é preciso se recolher pra se curar. Não tem festa, porre ou ficada que vá apagar aquela pessoa que até pouco tempo atrás segurava a barra do seu lado, segurava o seu copo de cerveja, segurava a onda pra te ver sorrir e segurava as palavras rudes pra não te fazer chorar. Não dá pra compensar sentimento com coisas que não fazem sentido. Mas dá pra aprender a se sentir feliz sozinha de novo e isso acontece aos poucos.

Depois de muito cuspir no prato em que comi e depois de muito achar que superação era sinônimo de esquecimento entendi que há como lembrar sem dor, mas esquecer o que já tirou o seu sono, não. Não se esquece um furacão depois que ele passa, nem mesmo depois que se juntam os destroços e se limpa a bagunça. Não se passa reto na rua por quem já foi alvo das suas SMS de madrugada e se fica apático. Sempre vai haver um barulhinho no fundo da alma, um pequeno tremor, uma saudade escondida e um perdão nunca dito pelos erros de ambos. 

Depois de muito sentir, eu entendi que vou continuar sentindo. Depois de muito errar, eu entendi que vou continuar errando. Depois de muito aprender, eu entendi que vou continuar aprendendo. Depois de muito viver, eu entendi que vou continuar vivendo. Mas, principalmente, mesmo depois de muito doer, eu entendi que vou continuar amando.



Ctrl C + Ctrl V: Eu podia

26 junho 2014




Eu podia, você sabe. Podia falar horrores de você e dizer que você me magoou e dizer que doeu e dizer que ninguém devia acreditar nas coisas que você diz. Eu podia contar daquele jantar de quarta em que você abraçou e jurou e  foi quem eu sempre achei que fosse. Pior, eu podia expor quem você foi quando se esqueceu de tudo e enfiou o dedo na ferida, como se tanta coisa tivesse ficado presa e você precisasse magoar qualquer um, qualquer um, pra doer menos aí dentro. Eu podia dizer como você me tratou como qualquer uma.

Eu podia falar mal e apontar os seus defeitos e dizer das mentiras que você conta numa tentativa frustrada de ser logo a pessoa que você queria ser. Eu podia contar daquela vez em que você desviou os olhos e fingiu que não era com você, ainda que você soubesse que era e ainda que soubesse bem da culpa que tinha. Eu podia jogar na cara todas as suas palavras vazias de quem tem muito o que falar – e fala muito – mas no fundo não diz nada além de: eu não tenho ideia do que tô falando. Eu podia falar sobre o tanto que eu apostei em você – e sobre o preço que tô pagando por essa aposta.

Eu podia te contar de como minha mãe ainda pergunta por você e quer sempre saber se você tá bem, se tá com saúde, por que não vem mais aqui em casa. Eu podia revelar que ela sempre me culpa pelo nosso fim, porque é isso o que vocês mais gostam de fazer: achar que quem erra sou sempre eu. Eu podia, realmente, te perdoar por tudo e esquecer qualquer coisa e achar que a gente conseguiria começar tudo de novo. Mas eu sei e você sabe que não é exatamente isso o que você quer.

Eu podia continuar gritando e continuar escrevendo e continuar falando para todo mundo sobre tudo o que aconteceu e me irritando porque você sequer deu a chance da gente tentar consertar. Eu podia continuar mastigando essas dores e remoendo esse passado e me questionando por que a gente acaba magoando e sendo magoado por quem a gente ama. Eu podia espalhar por aí sobre a pessoa horrível que você foi e como todos deveriam se manter afastados.

Eu podia, você sabe. Mas sabe também que o tempo passou e que, com o tempo, um pouco de maturidade é acrescentado à soma. Sabe também que eu não tenho mais saúde, nem tempo, nem disposição, nem energia para ser a menina besta que adorava uma boa briga como eu era até outro dia. Sabe também que eu aprendi algumas coisas ao longo do caminho, inclusive com você.

Por isso, de todas as coisas que eu podia te falar, falo isso: enquanto deu, você foi tudo o que eu achei que era. Enquanto deu, você me aguentou e segurou as pontas e ouviu minhas dúvidas sobre o mundo e o universo e a merda toda que a gente tá fazendo aqui. Enquanto deu, você foi – e de todas as coisas que eu quero lembrar, lembro disso: de todo o amor que você me deu e eu tentei devolver no tempo em que fiquei na sua vida. Porque o resto, o resto é só a vida sendo a vida e os defeitos sendo os nossos defeitos e polos iguais se repelindo. É só isso, sem mais conversas, sem mais reclamações, sem mais nada.


Porque eu podia, te juro, podia. Mas já não posso. Já não dá.



Sobre a autora: Karine Rosa é autora no blog www.karinerosa.com  (VISITEM! Vale a pena!). Jornalista, tem 22 sonhos e um punhado de anos no coração. É uma aspirante à escritora, e eterna crente nas pessoas e no mundo. Dessas pessoas - loucas - que acham que o amor resolve tudo. Tudo.







A Karine, além de ter se tornado uma grande amiga <3, já foi colaboradora do blog e você pode ler outros textos dela aqui! Conheça alguns: 

Para ler "Vai ser sempre você" clique AQUI.

Para ler "Quando reencontrei você" AQUI.

Para ler "O adeus que eu nunca quis dar" AQUI.

Para ler "O seu adeus e o meu pesar" AQUI.

Para ler "Status: relacionamento unilateral com o ex" AQUI.

Para ler "Não finja que nunca aconteceu" AQUI.

Para ler "O dia que você não voltou" AQUI.


Quer me indicar algum texto ou quer participar do próximo Ctrl C + Ctrl V? Me mande um e-mail com o link do seu blog/tumblr para raianeribeirocontato@gmail.com ou deixe aqui nos comentários. Estou ansiosa para conhecer mais sobre vocês! ;)

Pode ir embora

19 junho 2014



Todas as frases, textos e trechos que me diziam para te esquecer nunca fizeram muito sentido. Todas as rezas da minha mãe e súplicas das minhas amigas, sempre foram em vão. Me cansei de bater de frente com o “você precisa virar a página, se quiser começar um novo capítulo”. Tentei a escrita, música e até um novo amor, mas sempre terminei em você. Hoje, depois de tanto tempo vivendo às cegas, tudo parece muito óbvio e claro. Então, te liberto. Pode seguir seu caminho em paz.

Depois de tantas idas e vindas, memorizei o caminho de volta para casa. O beco sombrio da rua 12 não me assusta mais. Logo, não preciso de você para passar por ele. A verdade é que você se afastou demais, sabe? Repentinamente e demasiadamente. Graças a Deus o ser humano tem essa capacidade enorme de adaptação. Se dependesse de mim, levaria anos. Mas acontece que mesmo não querendo, a gente se acostuma. Mesmo não suportando algumas coisas, a gente aprende a lidar. 

Sua ausência se tornou constante. Meu cachorro se acostumou com o canto vazio da cama e nem chora mais quando olha para ele. Acredite, eu também não. Aprendi, entre choros e filmes dramáticos, que o maior drama da vida é se submeter a esse sofrimento louco e doentio por quem nunca mereceu.

Pode seguir seu caminho, vai. Pode pegar a mala onde você escondeu todas as minhas lembranças e jogar bem longe. Ou abandonar em qualquer canto para que algum estranho me encontre perdida por aí. Só sei que não te pertenço mais. Talvez isso tenha acontecido há muito tempo. Digo, você abriu mão de nós antes de eu abrir mão de você. Dizem que a ordem dos fatores não altera o produto, descobri pelo nosso romance que isso só funciona na matemática mesmo. No meu caso, alterou o romance, as atitudes, os sorrisos... Tudo. Me perdoe por ser a última a abandonar o barco. Estou saindo, deixei a casa limpa e vou apagar a luz.

Não vou mais me importar se você não lembrar a data do meu aniversário, nem vou esperar ansiosa pela sua ligação. Não vou mais segurar uma lágrima, nem pedir perdão. Cansei de me culpar por um fim que foi mais seu do que meu. Cansei de sentir a falta de ar tomando conta de mim na busca incansável de te alcançar. Eu cansei de você e de nós e de ser estupidamente idiota quando o assunto é você. Eu cansei de me importar. Pode ir embora, aqui já não é mais o seu lugar.

*Texto inspirado na música Veranizar - Léo Fressato.

Eu soube

03 junho 2014





Foram quatro horas de sono apenas, sonhei 3 horas e 45 minutos com você. Sabe porque eu só dormi 4 horas? As outras 3 que me eram disponíveis foram de insônia e algumas lágrimas, até meu corpo implorar por descanso. E olha só, minha cabeça me pregou uma peça me fazendo estar contigo até na minha suposta hora de descanso. Sabe o pior? Estávamos felizes enquanto sonhava, sorríamos e era algo muito parecido com o que vivemos. As lembranças me acertaram com um soco no rosto, me fazendo levantar sem ânimo.

Eu tentei com todas as minhas forças, você e o mundo inteiro sabem disso. Eu sinto doer todos os dias, sinto uma dor que você parece ser incapaz de sentir. Sabe o porquê disso também? Eu me importo. Devia me importar bem menos, mas me importo e não dá para controlar isso. Eu desisti de me fazer desistir sabe? Parece que suga mais minhas energias, como sugou quando seus olhos encontraram os meus e eu vi que só eu estava em pedaços.

Eu soube antes de você. Eu soube duas semanas antes da nossa conversa bagunçada fazer meu coração assinar forçadamente os papéis do desapego. Eu soube quando você me deu um beijo na testa e foi embora naquela manhã ensolarada de domingo. Eu soube quando sentei no chão do quarto desesperada, nocauteada com a certeza que eu havia me apaixonado e aquilo não terminaria bem. Foi ai que eu soube, bem antes de você, o fim de tudo. O fim de algo que eu tentei construir com tanta calma, o fim de bases que eu achei que fossem tão sólidas.
Mas eu fingi que não havia descoberto, eu queria ter me enganado.

Ainda lembro claramente dos teus olhos nos meus, dizendo que se eu falasse algumas palavras você moveria o mundo. É, talvez eu devesse ter tido para você ficar.

Melhor ainda, talvez você devesse querer ficar. Mas isso já é outra história, que outro dia podemos conversar, agora se trata da dor de ir e não ter uma posição para ficar ou saber se vai voltar. Ainda dói, mas vai passar. Vai passar e eu vou ser feliz, com ou sem você. Cada dor que me fez sentir e cada hora de sono que foi perdida está guardada dentro de uma caixinha que produz energia para outra que se chama esperança. E não é em você não, nem em nós, é em mim e em tudo que eu sou capaz de suportar. 


Eu levei mais uma porrada e elevei mais ainda a eficiência da minha armadura. Você me fez sentir tantas coisas boas e agora finalizando com a dor é o fim de tudo e um renascer meu.

E sem dúvidas a única pessoa de escolhas erradas nessa história, é você.


Sobre a autora: Aline Madera, mais uma radialista criativa em formação. 18 anos, apaixonada pela faculdade de Rádio, Televisão e Internet, só encontrou uma válvula de escape: escrever.Talvez tenha nascido com o dom de jogar bem as palavras em uma folha de papel, talvez seja súbita inspiração, só lendo para descobrir.




A Aline agora é colaboradora aqui do blog (uhul!). Sigam ela no Instagram, no Twitter e conheça o Tumblr dela! 

Por favor, não volte

08 abril 2014



Quem você pensa que é? Sério, diz logo e de uma vez. Já me antecipo e peço desculpas por parecer rude demais, ansiosa demais ou nervosa demais. Mas é que você sabe, não sou fã de mudanças radicais. Logo, continuo sendo a mesma. O que me interessa mesmo é saber sobre sua volta repentina e o motivo de você perguntar tanto de mim por aí. Preciso saber o porquê desse interesse e o que você quer saber especificamente. Porque isso deveria ter acontecido há muito tempo atrás, entende? Sua busca por notícias minhas, por preocupação, respeito ou educação, que seja, deveria vir naqueles maus tempos e naquelas noites infinitamente solitárias. Eu ainda te queria aqui, mas compreendia seus motivos. Eu entendi o fato de você ter ido embora perfeitamente e aceitei – depois de noites e noites e noites de profunda tristeza e lamentação – o seu adeus.

Mas não, não dá para simplesmente aceitar seu retorno agora e fingir que nada aconteceu. Não dá para caminhar em passos lentos em sua direção e lamentar pelo tempo perdido. Não dá para viver você de novo e não me arrepender logo após. Porque eu continuo com minha personalidade e defeitos e angústias, mas você não faz mais parte disso tudo. Eu não vivo mais em sua sombra porque, depois de muito tempo, consegui acender a luz e acreditar que um dia ensolarado me traz muito mais felicidade do que as madrugadas tão tristes e cheias de você.

Levou muito tempo para que eu chegasse até aqui e tomasse decisões certas assim. Depois de muitas promessas quebradas, eu desejei nunca ter te conhecido. E depois de tanto esforço em vão, eu desejei que você nunca mais voltasse. E você voltou e continua o mesmo. Acha que pode sair por aí colecionando corações, fazendo cortes e deixando cicatrizes cada vez mais profundas, destruindo sonhos e esperanças. Mas você não pode, entende? Eu desejo, verdadeiramente, que você aqueça seu coração antes que ele te empedre. Que você ocupe seu tempo arrumando espaço para coisas novas dentro dele, não esvaziando o de outras pessoas. E que permaneça onde está ou vá para bem longe.

Mas, por favor, não volte. Não tente abrir a porta, pular a janela ou forçar a fechadura. Sério, não faça isso nunca mais. Eu não sei quem você pensa que é, mas sei que não tem lugar para você aqui.


Texto publicado no dia 07/04/2014 no blog da Isabela Freitas.

Hora de partir

31 março 2014

 

Minha dúvida neste momento era saber se ligava ou não para marcar nosso último encontro. Você sabe, sempre levo tempo demais para decidir sobre qualquer coisa em minha vida. Mas aqui estou, numa espécie de súplica para que você não deixe de ir. Não se abstenha da obrigação de me dizer adeus dignamente. Talvez eu demore, mas cumprirei meu papel com força e a sanidade que ainda me resta. Ou não. E se você perceber que meu carro não vem pela avenida, retome seu caminho que só vai adiante e não olhe para trás. Me espere uma hora, mas não mais que duas. Você não tem mais a amarga obrigação de esperar qualquer coisa de mim.

A verdade é que eu me cansei. Estou cheia, farta e saciada dessa nossa relação sem nexo algum. Não dá para viver em um relacionamento que só leva a gente para baixo, sabe? Não dá para aceitar uma relação que ao invés de acrescentar, aprisiona. Não dá para aceitar – não mais – esses silêncios intermináveis e a falta de um “eu te amo” verdadeiro. Você nem precisaria dizer, apenas mostrar, demonstrar e viver essas três palavrinhas. Mas ambos sabemos que eu ando fazendo isso tudo por nós e você assistindo a tudo de camarote.

A gente sabe que acabou quando percebe que ficar de joelhos não muda o estado da porta, que continua aberta anunciando uma partida. Dizer que vai ser diferente não altera sentimento algum. Lágrimas não libertam comoção. E o amor é mais que isso, entende? É bem mais que qualquer busca pelo inevitável. É bem mais que conversas e discussões que não chegam a lugar nenhum.
Eu estou farta. E eu vejo que portas batidas, gritos e climas fúnebres pelo o que está prestes a morrer de vez não recuperam sentimentos antigos. A gente precisa aprender a deixar as coisas irem. E mais que isso, eu precisava aprender a hora certa de abrir mão da gente, antes que nos destruíssemos de vez. A nossa hora de partir chegou.

Estou levando nossas boas lembranças na mala e deixando as minhas com você neste momento. Estou deixando você ir adiante. Talvez você sinta tristeza, agonia e pense que não sabe viver sem mim, mas acredite, você sabe. A gente acredita que ama muito mais uma pessoa depois que ela vai embora. E isso não é amor, querido. Entende onde quero chegar? Chegamos ao nosso limite. É uma pena que ainda não tenham inventado remédio para exaustão de amores.

Tu que ainda não chegaste

12 fevereiro 2014



Tu não precisas me ligar todas as noites, nem dizer bom dia todas as manhãs. Eu gosto de pessoas simples e de respirar simplicidade ao lado de alguém. Eu não suporto mentiras, detesto despedidas e, de vez em quando, gosto de beber um pouquinho de saudade. Saudade pra mim se mata na boca, no corpo, no colo, no afago, no alô e no palpável. Saudade é aquele desespero no peito, a irritação na pele, o som da caixa postal e as horas que não passam. Tu não precisarás ter doutorado para me entender bem. Eu sou fácil de ser decifrado, mas difícil de ser mantido. Confesso que sou metido a durão, mas que, por baixo da falsa casca grossa, não troco um namoro sólido por nenhum título do Grêmio.

No início evite contatos com a minha mãe. Ela é uma pessoa adorável, simpática ao extremo e, se ela te avaliar como um cara de futuro, passará a te amar pelo resto da vida. Assim como ela, comigo é 8 ou 80. Não sobrevivo de meios termos e já risquei a palavra talvez do meu Aurélio. O segredo para me manter por perto é me ter por perto. Gosto de ter a certeza que tu irás voltar, mas ela só pode ser subjetiva. Certezas bem certas são chatas. Hipóteses, podem ser mentiras.

Às vezes, eu posso querer dar uma sumida e não te dizer aonde vou. Entenda isso e respeite minhas opiniões. Ouça minha dor com interesse e se faça presente. Gosto de pessoas pró-ativas, ajuda a excitar minhas ações e masturbar minhas ideias. Além de seres perfumado, sejas educado, digas obrigado e peças licença ao entrar. Eu estou longe de levar uma vida certinha, mas sou meio metódico quanto à organização. Tudo para mim tem que estar no seu devido lugar. Relacionamento, no meu conceito retrógrado, é composto entre dois envolvidos. União poliafetiva não funciona junto ao meu egoísmo.

Eu sei! Eu sei que tu vais dizer que estou idealizando o inexistente e potencializando a solidão preso ainda a um estereótipo. Só que depois de um tempo, em meio a tantas decepções, a gente passa a ser mais frio, seletivo e exigente. Não é culpa minha, eu juro! Mas o coração cansa, joga a toalha e pede arrego. Sabe aquela sensação de monotonia, acobertado pela rotina? Pois é. É a hora que o coração grita e a carência vem fazer visita. A abusada ainda vem de mala e cuia e já avisa que passará algum tempo por aqui. Como aqui em casa só tem um quarto, uma cama e só cabem duas pessoas. Vê se não demora, tá? Tem bolo de cenoura dentro do forno e suco de soja na geladeira. Os copos ficam no armário aéreo em cima do microondas e os pratinhos, para não sujar a casa, no armário ao lado do fogão.
Vem logo e a gente bota ela para correr. 

Só não demora. Tenho um péssimo hábito de não ter paciência e uma característica de não me prender aonde não me seguram. 



Sobre o autor: Guilherme Pintto é blogueiro, abusado e pai de Hermione, a filha que late. Trabalha no Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas inserido no programa que atende pacientes com câncer e outras patologias. Além de ser apaixonado por histórias, nutri um amor incondicional: escrever sobre pessoas e seus comportamentos. 


Vocês o encontram também no blog Amor Abusado. Corre lá que vale a pena conhecer!

Chega de você

06 fevereiro 2014




Ontem quando te liguei pela milésima vez, você me pediu que esperasse alguns minutos e que assim que terminasse suas tarefas, me retornaria. Me senti como se estivesse sendo transferida de um setor para outro por atendentes de telemarketing incompetentes que jogam cartas enquanto seus clientes esperam na linha. Me senti idiota. Por que, meu Deus, eu nunca aprendo? Eu sei que você é um tremendo canalha e sem escrúpulos. E sei que não vai me retornar como em todas as outras vezes. Sei também que toda essa minha carência sempre termina nessa ligação sem resposta. Mas sabe, é que minha terapeuta me disse que tenho que arriscar mais. Sair dessa monotonia em que me meti por ter medo das perdas. Aí o que acontece? BOOM, li um trecho que me fez lembrar de você. Ouvi uma música que me remete aos nossos momentos felizes. Isso só poderia ser um sinal, certo? É a hora de correr atrás dos meus sonhos e o motivo deles? Errado. Pena que só descobri que estava caindo depois que pulei no abismo.


E eu caio nesse buraco enorme onde o fundo é o número do seu telefone. E aí você, indiferente como sempre, me faz esperar. E eu viro uma múmia do outro lado da linha enquanto você brinca de fazer de conta que eu não existo. Então ligo para minha terapeuta. Ela me diz que arriscar é preciso. Que eu me arrependeria pelo resto da minha vida se não o fizesse na hora da vontade. Mas com tanta indiferença como resposta pela minha coragem, eu chego a conclusão de que arriscar é masoquismo demais. Desrespeito demais comigo e com nosso passado. Arriscar é um porre de ressaca incurável. E você ainda é o mesmo.

Você é um idiota que não tem a mínima consideração por mim e eu decidi parar de idealizar esse príncipe que você não é. Porque eu tô cansada de me iludir em cima de fatos tão claros e óbvios e diretos. O mundo não é um mar de rosas, a fada do dente não vai vir me dar moedas, desenhos em nuvens são coisas da minha mente, encontrar o final ou começo do arco-íris não vai me deixar rica e, por Deus, você não é o amor da minha vida.

Chega de puxar a corda para me enforcar com pensamentos tão mirabolantes assim. Eu demorei muito tempo para permitir que a ficha realmente caísse. É que a verdade é dura, entende? E eu sempre te dava a chance de retornar. Deixava rastros em todas as minha idas para que você, quem sabe um dia, resolvesse me seguir. Mas a verdade, dura como pedra, foi a melhor saída para esse nosso último final. Eu quero viver uma realidade verdadeiramente feliz e para isso eu preciso me desprender desse passado. Chega de dar e nunca receber. Chega de tapar a visão com falsos sentimentos e me alimentar de migalhas. Chegou a hora de sentir de verdade, para amar da melhor e mais bonita forma que existe.

Sobre o fim do amor

29 janeiro 2014



Quanto tempo demora até que o amor passe? A gente abre a roda, dá caminho, empurra, faz biquinho e nada faz com que ele siga em frente. O fim do amor é mais trágico que o final de qualquer relacionamento. Como encarar esse novo estranho que permaneceu tanto tempo nos capítulos da nossa vida? Como sentir o toque da mão e não estremecer? Como receber uma sms e não sentir o estômago revirar? O fim do amor, além de triste, é sem graça. Aliás, cadê o riso?


O fim do amor é fazer juras de que nunca mais voltará atrás. E diferente das outras vezes não se contradizer. É separar as roupas, os objetos, os lugares preferidos e os amigos. É deitar sozinho sem ter em quem pensar e chorar em uma madrugada qualquer. Sentir o fim do amor é ter saudade. Ou não, salvo exceções. Vivenciar o fim do amor é se sentir cansada, desgastada e sorrir para que ninguém desconfie. O fim do amor é onde começa a arte do teatro. Assista comédia romântica, leia auto-ajuda, sorria amarelo e coma chocolate por ansiedade. É assim que deve ser, certo?


Se nada disso funcionar, experimente viver de verdade. Olhar para trás não vai te levar ao caminho certo. Entende aonde quero chegar? Se perder um amor, por favor, não se perca. Aproveite a oportunidade para se encontrar de verdade. Conheça pessoas que levam a vida de um modo diferente do seu, aprenda uma nova língua, descubra gostos que você nem sabia que tinha, que tal? O fim do amor é triste e na maior parte das vezes dá uma baita vontade de passar os próximos 30 dias chorando. Mas qual o propósito disso?


Você sabe que vai passar. Uma hora vai. Então, por que cargas d'água você não começa o processo de cura a partir de agora?


*Texto publicado no blog Verdade Feminina no dia 05/12/13.

No momento certo

27 janeiro 2014



Tenho que admitir, coisa que não faço com muita frequência, que estive errada sobre você. Quando te conheci, achei que desistiria de mim numa briga qualquer. Num dia ensolarado ou noite chuvosa. Achei que abriria mão logo na primeira prova de resistência ou com a minha falta de paciência. Eu estive errada todo esse tempo porque me julguei boa demais para você. Quando tudo o que você fez foi me mostrar o contrário. Eu não quero viver uma mentira como das outras vezes, entende? Não quero que você seja como todos os outros a quem enganei. Não quero te dar o que eu não tenho, nem te fazer acreditar no que eu não sinto.

Seria de uma covardia sem tamanho se eu te levasse até a minha casa e te embebedasse com meus vinhos, histórias, desafetos e carências. Seria muito aceitar o fardo de te tratar como nada logo após. Eu não aceitaria conviver com a dor de te abraçar, sentir seu cheiro e todo o carinho envolvente e não poder retribuir. Não quero forçar sentimento. Não quero ensaiar falas e fazer parte de uma peça de teatro ao invés de estrear num romance verdadeiramente bonito. Porque o amor de verdade vai muito além disso. É tudo natural. É tanta paz. É leve.

E a forma como tenho vivido só me leva para baixo. Não dá para ser feliz aceitando uma vida tão solitária. Para mim, não é justo te incluir nisso. Te fazer engolir goela abaixo meu jeito infeliz de levar a vida. Não quero ser como todo mundo. Não quero expor a minha dor para despertar a piedade alheia. Quero ficar quietinha. Quero me afastar de tudo e de todos como um bicho ferido, para me recompor sozinha. Não dá para ser feliz agora. Não dá para ser feliz nesse momento tão frágil e tão “in” em que vivo. Estou aprisionada em mim mesma para ver se dentro desse casulo alguma coisa vira borboleta.

Não me queira tanto por enquanto. Não me procure em todos os cantos. Não espere que eu te dê o que eu não tenho, nem que te faça sentir o que nem eu sinto. Sinta minha falta mesmo eu não merecendo nem uma parte dela. Eu vou amadurecer. Eu estou vivendo esse processo e é tudo muito novo para mim. Eu me despedacei em mil fragmentos para me tornar inteiramente sua. E em nosso tempo, ambos seremos sem sacrifício algum. Tenho em mente que amor que tem que ser, será onde quer que esteja. E no momento certo, ao invés de te guardar de mim, te levarei comigo.

Você vai lembrar de mim

13 janeiro 2014


Quando seu despertador tocar amanhã de manhã, talvez você perceba mais que depressa como seu pretérito imperfeito chegou cedo demais. Já não estarei mais aqui para ocupar o outro lado da cama, nem para dar credibilidade ao seu drama, muito menos para dar continuidade a essa ideia ilusória de relacionamento a dois. Verdade seja dita: eu cansei de você. E cansei das suas mentiras, do seu ciúme que mais parece uma busca incessante por motivos para brigar, cansei da sua indiferença em horas erradas e de tudo o que compõe essa sinfonia totalmente fora de ritmo. Cansei de tudo o que envolve seu nome ou o que restou do nosso amor. E só me dei conta disso quando vi meu sentimento mais puro e sincero se transformando em uma solidão inteiramente infinita. Minha alegria se transformando em choro e minha confiança se resumindo a investigações virtuais. 

Nesse tempo percebi que andava inventando desculpas demais pros seus erros. E não há amor que resista se alimentando de veneno. Eu fui e você ficou. Eu fui e levei comigo todas as minhas inseguranças que tanto te incomodavam. Levei meu abraço e coração e que te pertenceram por tanto tempo. Levei meu sorriso e a covinha que aparecia com ele, as rugas e as olheiras que esse amor mal acabado desenhou em mim. 

Talvez quando você acordar nem se dê conta de que eu parti, já que estamos tão distantes ultimamente. Talvez me substitua sem dó, piedade, nem luto por esse sentimento que dividimos ao longo desses anos. Em um dia qualquer você vai perceber que amor de verdade não se encontra nos cantos sujos em que você tanto se esconde. Nem com mulheres vazias, cansadas e desiludidas com as quais você se diverte. Aí sim, nesse exato momento, você vai lembrar de mim. E vai se tocar de que o brilho nos olhos e a pupila dilatada pela pessoa certa não há madrugada de diversão que compense.

E então você vai repassar os flashes em sua cabeça e lembrar que seu final feliz estava bem próximo da felicidade que eu te proporcionava. Quando você perceber que a superficialidade e o amor verdadeiro seguem por estradas completamente diferentes, você vai lembrar de mim.

Aí sim, nesse exato momento eu estarei bem longe. Vivendo a minha vida e, provavelmente, sendo feliz de verdade.

8 tipos de caras que você deve esquecer/fugir/sumir

12 janeiro 2014



Existem certos tipos de homens que só aparecem em nosso caminho para nos enrolar / frustrar / fazer sofrer / brincar / etc, vai dizer que não? Duvido muito que você nunca tenha se envolvido com o cara errado. E não, não estou falando daquele errado legal de conhecer e que eu tanto cito nos meus textos. Me refiro a aquele errado que nos faz mais mal do que bem. Se nós soubéssemos identificar de cara esses tipinhos, com certeza teríamos um índice bem menor de corações partidos e expectativas frustradas. Pois bem, pode ficar feliz porque tem como identificar sim! Não dá pra seguir uma única forma de vida sem deixar vestígios, certo? Vamos aos 8 tipos de caras (mais famosos) que você deve simplesmente esquecer/fugir:

1 - O indeciso

O cara indeciso é aquele que não quer ficar sozinho, mas também não quer ficar só com você. Ele banca o "não estou pronto / não quero relacionamento sério", mas não larga do seu pé (principalmente se você estiver partindo para outra). Para ficar com um cara desses, você terá que se impor. E convenhamos, ninguém merece, né? Não perca seu tempo. É melhor apostar em um relacionamento onde os dois queiram o mesmo. Ou pelo menos façam questão dos sentimentos um do outro.

2 - O enrolado

Esse provavelmente é aquele cara que namora e te liga de madrugada dizendo que te ama. É o tipinho que faz juras de amor, pedidos de casamento, entre outras coisas e se esquece de terminar com a namorada primeiro. Pode até ser que ele termine algum dia, ALGUM DIA, coisa que duvido muito que aconteça. Mas bom, se você não quer ser eternamente a outra, dê logo um jeito de fugir dele. Porque acredite, há grandes chances de ser só conversinha furada. 

3 - Aquele cheio de amiguinhas

Se você for ciumenta, isso se tornará um pesadelo infinito em sua vida. Claro que não é preciso aprisionar o cara e fazer com que ele nunca mais dirija a palavra a nenhuma mulher, ok? Mas é que sinceramente, algumas meninas simplesmente não têm o mínimo de desconfiômetro. Você tá com o cara, ela liga pra contar coisas da vida dela. Você tá no telefone com ele, ela na chamada em espera. Os dois são cheios de mi-mi-mi, intimidades, sms e ele acaba te deixando um pouco de lado. Amizade é amizade, falta de vergonha na cara é outra coisa. Tenho amigo homem e sei muito bem os limites que não devo ultrapassar. Não aceitaria e não aceito MESMO. Porque sempre acreditei que onde há fumaça, há fogo. E se tiver fogo, minha querida, eu queimo a cara dos dois. (hihihi, brincadeirinha).



4 - O trauma boy

O cara sofreu tanto no passado que não se cansa de contar as mesmas antigas histórias para você. Ele foi tão bom com a antiga namorada e ela estraçalhou seu coração. (own, tadinho).Você provavelmente vai ter que lutar muito para conquistar a confiança dele, já que seu passado foi tão perturbador que ele não consegue se entregar a ninguém. Mas, ai meu Deus, haja paciência...

5 - O cara da segunda-feira

Ele aparece toda segunda no mesmo horário e some nos finais de semana da mesma forma? Vocês passam uma linda e romântica semana juntos, mas de quinta-feira em diante é impossível encontrá-lo. Pois bem, minha amiga, isso dificilmente mudará (se você resolver aceitar, é claro). E é bem provável que ele te deixe mofando em casa para ir a balada com os amigos.

6 - O sem objetivos

O cara vai dormir as 5 da manhã todos os dias porque ficou no video game, acorda as 16:00, fica o resto da tarde no computador e baladas frequentes. Ele não estuda, não trabalha e suas únicas especialidades são comer, dormir, beber e jogar. Isso provavelmente não mudará por um bom tempo e duvido muito que a mesada dos pais dele seja o suficiente para que ele faça uma gracinha qualquer e te pague um jantar um dia. Tem certeza que vai querer apostar suas fichas num cara assim?

7 -  O mulherengo

Esse tipo não é difícil identificar porque, se você deixar, ele dá piscadinha até para sua mãe. Esse cara não perdoa ninguém e é quase (para não dizer totalmente) impossível mudá-lo. Ele não tem o menor respeito pela pessoa que está ao seu lado e acaba traindo de qualquer maneira. Já vi caras que dizem amar suas namoradas, fazem de tudo por elas, mas simplesmente não conseguem não trair. Então, se você estiver afim de um relacionamento aberto tudo bem. Caso contrário, desencane. Esse cara só vai te dar dor de cabeça. Literalmente.

8 - Booty Call

É aquele que só aparece no final da noite. Normalmente ele vem com alguma desculpinha esfarrapada e acaba nos levando na conversinha fiada. E acredite, há quem realmente goste deste tipo. Mas cuidado, deixe a diversão na diversão. Se você levar um booty call a sério, provavelmente sempre será a última opção. E acho que disso ninguém gosta, né?


Claro que, como eu sempre digo, nem tudo é tão 8 ou 80 assim. Mas vale a pena tomar um cuidado maior e investir com cautela na maior parte dos casos. Estes tipos estão por todas as partes e mascarados de todos os jeitos. Vá com calma e conhecendo seu parceiro aos poucos. Tem homem que não vale a pena, nem o sofrimento que causa. 

É preferível mil vezes uma mulher sozinha, do que vê-la aceitar defeitos quase insuportáveis e terminar se sentindo desvalorizada.

Ctrl + Ctrl V: O que não quero mais

08 janeiro 2014




Não quero mais saber de você, que ri da desgraça do outro. Que faz o possível e o impossível para atingir seu objetivo, sem se preocupar em manter a dignidade, o caráter, a honestidade e o respeito. Que humilha quem tem menos que você. Que fala coisas do tipo é-por-isso-que-vai-ser-sempre-caixa-de-supermercado. Que pergunta com arrogância sabe-com-quem-você-está-falando? Que passa por cima de qualquer um só para ganhar um prêmio, um upgrade na carreira ou um elogio do chefe. Que esquece que o mundo é bem redondinho, nunca para de rodar e que hoje você pode estar no topo, mas amanhã talvez esteja no chão.


Não quero mais saber de você, que não tem educação. Que acelera o carro antes do sinal abrir. Que não é capaz de segurar a porta do elevador para o vizinho entrar. Que não tem paciência em escutar uma pessoa mais velha contar a mesma história mais de uma vez. Que faz questão de passar rápido pela poça d'água só para molhar quem está esperando um táxi. Que não cede o lugar no ônibus para uma mulher grávida ou idosa. Que pensa que as palavras "obrigada", "por favor", "com licença" e "bom dia" são demodê. Que acha que garçons, garis, vendedores e atendentes não merecem respeito. Que não sabe o que é uma gentileza.


Não quero mais saber de você, que se acha o centro do mundo. Que acha que tudo é recalque, inveja ou despeito. Que pensa que tem um poder fora do comum. Que não percebe que é apenas mais um e que nós todos somos iguais.


Não quero mais saber de você, que não valoriza um sentimento. Que acha que as pessoas são descartáveis. Que brinca com um coração e depois joga no saco de lixo como se fosse um brinquedo velho e quebrado. Que não entende que as relações precisam de paciência, doação e sinceridade.


Não quero mais saber de você, que não cuida do mundo. Que deixa a torneira aberta enquanto escova os dentes. Que toma um banho de 458 horas. Que joga papel do chiclete pela janela do carro. Que não junta o cocô que o cachorro fez na calçada. Que não apaga a luz quando sai do quarto. Que não separa o lixo. Que deixa a comida estragar na geladeira.


Não quero mais saber de você, que não pensa no outro. Que fica rindo alto no cinema. Que dá festas no apartamento com som alto depois da meia-noite. Que passa reto pela criança com fome. Que nunca olhou para o lado pra ver o que está acontecendo. Que não sorri para quem passa pelo seu caminho. Que não percebe que uma simples palavra muda o dia de alguém.


Não quero mais saber de você, que só pensa em vingança. Que esquece que todo mundo já errou um dia. Que ainda não entendeu que as pessoas nunca serão perfeitas. Que não sabe que o perdão é uma das coisas mais bonitas do mundo inteiro.


Não quero mais saber de você, que não quer evoluir. Que não se importa em aprender algo novo todo dia. Que não faz questão de reparar os erros. Que não se esforça em melhorar, estudar, crescer, ser melhor.


Não quero mais saber de você, que não consegue apreciar um pôr-do-sol. Que endureceu com os tropeços da vida. Que não sabe rir de si mesmo. Que não consegue dar um abraço sossegado, um olhar compreensivo, uma palavra de afeto. Que não tem a leveza necessária para enxergar as belezas diárias da vida.


Não quero mais saber de você, que não sabe amar.




Sobre a autora: Clarissa Corrêa é gaúcha, redatora publicitária e escritora. Já trabalhou em várias agências de Porto Alegre: Oxigênio, Super Comunicação, Escala, Martins + Andrade, e21. Atendeu clientes como Ipiranga, Lojas Renner, Grendene, Colcci, Kildare, Coca-Cola Clothing e Brandili, entre outros. É autora de três livros: Um Pouco do Resto, O amor é poá e Para todos os amores errados e também é colunista do site da revista TPM.


*Texto e descrição tirados do próprio site da Clarissa. Conheça clicando aqui.

Reencontro

07 janeiro 2014




Pode ser que quando eu te reencontre daqui um, dois ou dez anos, você ainda seja o mesmo irresponsável de riso fácil. Talvez ainda seja apaixonado por coisas que fogem ao natural e tenha aquela melhor amiga que esconde um grande amor por você. Há uma grande possibilidade de, até lá, você já ter superado o nosso fim e ter aprendido a agir normalmente a respeito disso. Bem, talvez eu não. Não porque você foi o meu primeiro amor, talvez o único que eu tenha amado e desejado de verdade. Talvez não, porque eu contei todas as linhas do seu corpo e me descobri em cada uma delas. Não, porque por muito tempo foi só você para mim e me desprender dessa ânsia de você me soa quase impossível. Não, porque antes mesmo de te reencontrar eu me flagro relembrando o passado e pensando nas inúmeras formas, jeitos e trejeitos que tínhamos para dar certo.


Quando eu te reencontrar prometo (tentar) agir naturalmente. Se você piscar, piscarei de volta. Se você sorrir, sorrirei de volta. Se você se mostrar bem mais feliz sem mim, te farei crer que assim estou também. E, caso você venha em minha direção para saber como estou, engolirei meu mundo de fantasias e sentimentos para me focar no meu teatro e agir normalmente. Enquanto você me conta as novidades, vou sorrindo e esmagando meu coração e digerindo sua felicidade e acidificando as borboletas no estômago para que assim, eu consiga responder à sua altura: "Continuo com minha vida, estou feliz, preciso ir". Sem muito auê seguirei a minha vida. Retomarei minha rotina e você não me assombrará mais.


Não fantasiarei nenhum final para quando eu te reencontrar. Apenas vou torcer para que tudo dê tudo certo tanto para mim quanto para você. E se esse reencontro não acontecer, acompanharei de longe suas vitórias e aplaudirei em silêncio cada uma delas. Gostaria que você soubesse que eu descobri o que é amor quando me vi te amando dessa forma: quietinha, de longe, renunciando ao escândalo da paixão. Descobri que te amava mais do que eu imaginava quando me afastei para te ver feliz. Não me maltratei para te ver bem, nem quis que você forçasse felicidade ao meu lado: tudo aconteceu naturalmente.


Quando nosso reencontro acontecer, talvez entre beijos, abraços e novidades a gente perceba o quanto nos fizemos bem ao tomarmos decisões sensatas. Talvez, nesse instante, a gente não precise forçar nada, estaremos bem e felizes. Viveremos a forma mais linda de amor: conscientes do nosso passado, indiferentes a mágoas, nada de ensaios, nem de falsa alegria. Assim como o destino planejou.
Raiane Ribeiro: desapego © 2011 - 2015 - Todos os Direitos reservados
Desenvolvido por: Pamella Paschoal